CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
No tratamento cirúrgico do estrabismo causado pela orbitopatia distireoidiana, em geral, deve-se evitar:
Orbitopatia distireoidiana → Recuo SIM, Ressecção NÃO (piora a restrição muscular).
A orbitopatia distireoidiana causa fibrose e restrição; ressecar um músculo já encurtado e rígido agrava severamente a limitação de movimento.
A orbitopatia distireoidiana (OD) é a manifestação extratireoidiana mais comum da doença de Graves. O estrabismo na OD é tipicamente restritivo, afetando mais frequentemente os músculos reto inferior e reto medial. A fisiopatologia envolve o acúmulo de glicosaminoglicanos e fibrose muscular. O manejo cirúrgico exige cautela. Suturas ajustáveis são altamente recomendadas devido à imprevisibilidade dos resultados em tecidos fibróticos. A regra de ouro é 'enfraquecer' os músculos restritivos através de recuos, nunca 'fortalecê-los' ou encurtá-los através de ressecções, para preservar ao máximo a excursão ocular e eliminar a diplopia em posição primária.
Nesta patologia, os músculos extraoculares sofrem infiltração linfocitária e posterior fibrose, tornando-se rígidos. A ressecção encurta o músculo, o que em um tecido já restritivo, aumenta drasticamente a tensão e limita ainda mais a motilidade ocular.
O recuo muscular (enfraquecimento) é a técnica de escolha. Ele permite relaxar o músculo fibrótico, melhorando o alinhamento ocular e reduzindo a restrição mecânica sem aumentar a tensão no globo.
A cirurgia deve ser realizada apenas na fase estável (inativa) da doença, geralmente após 6 a 12 meses de estabilidade das medidas angulares, e sempre após a descompressão orbital, se esta for necessária.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo