CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Paciente retorna ao seu consultório com queixa de dificuldade para perto com seus novos óculos multifocais. Após analisar sua refração e confirmar a prescrição, uma possível causa para a queixa é:
Ângulo pantoscópico inadequado → desalinhamento do corredor progressivo → queixa visual para perto.
O ângulo pantoscópico é a inclinação da armação em relação à face; se incorreto, o eixo visual não atravessa o centro óptico da adição para perto.
A óptica das lentes progressivas exige um alinhamento preciso entre o olho e as zonas de poder da lente. O ângulo pantoscópico compensa a rotação ocular para baixo durante a convergência para perto. Quando este ângulo está inadequado, ocorre um efeito prismático indesejado e astigmatismo oblíquo, reduzindo o campo de visão útil do paciente. Na prática clínica, ajustes na armação frequentemente resolvem queixas que parecem ser de erro refracional.
É a inclinação da frente da armação em relação às hastes, aproximando a borda inferior das lentes das bochechas. O ideal clínico gira em torno de 8 a 12 graus para garantir que o eixo visual passe perpendicularmente à lente durante a leitura.
Lentes multifocais possuem um corredor progressivo. Se o ângulo for insuficiente, o paciente terá dificuldade em encontrar a zona de adição máxima para perto, resultando em embaçamento ou necessidade de inclinar a cabeça excessivamente.
Além do ângulo pantoscópico, a distância vértice (distância entre a córnea e a lente) e a altura do centro óptico (DNP) são fundamentais para o sucesso das lentes progressivas.
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