Opacificação de Cápsula Posterior: Fisiopatologia

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

As alterações observadas na foto abaixo, do pós-operatório tardio de uma cirurgia de catarata, correspondem, provavelmente, a:

Alternativas

  1. A) Proliferação de células originárias da cápsula anterior do cristalino.
  2. B) Proliferação de células endoteliais da cápsula posterior do cristalino.
  3. C) Proliferação de células corticais do cristalino.
  4. D) Resquícios de células mesenquimais equatoriais do cristalino.

Pérola Clínica

PCO (Opacificação Capsular) → proliferação de células epiteliais da cápsula anterior e equador.

Resumo-Chave

A opacificação pós-operatória da cápsula resulta da migração e proliferação de células epiteliais remanescentes, formando as pérolas de Elschnig ou fibrose capsular.

Contexto Educacional

A opacificação da cápsula posterior (PCO) é a complicação tardia mais frequente da cirurgia de facoemulsificação. Ela ocorre devido à atividade biológica das células epiteliais do cristalino (LECs) que não foram totalmente removidas. Existem dois tipos principais: a fibrótica (proliferação de LECs tipo A da cápsula anterior) e a vacuolizada/pérolas (LECs tipo E do equador). O tratamento padrão-ouro quando há impacto visual é a capsulotomia posterior com YAG Laser, que cria uma abertura no eixo visual. O Anel de Soemmering é outra manifestação desse processo, onde restos corticais e células ficam aprisionados na periferia entre as cápsulas anterior e posterior, formando uma estrutura anelar.

Perguntas Frequentes

O que são as pérolas de Elschnig?

As pérolas de Elschnig são aglomerados de células epiteliais do cristalino que proliferam e migram da periferia (equador e cápsula anterior) para o centro da cápsula posterior após a cirurgia de catarata. Elas têm aparência vacuolizada e translúcida, assemelhando-se a pequenas pérolas, e são a causa mais comum de redução da acuidade visual no pós-operatório tardio.

Qual a origem das células que causam a opacificação capsular?

As células responsáveis pela opacificação são as células epiteliais do cristalino (LECs). Elas estão localizadas na face interna da cápsula anterior e na região equatorial. Após a remoção do núcleo e córtex na cirurgia, as células remanescentes sofrem transição epitélio-mesenquimal, proliferam e migram para a cápsula posterior, que serve como andaime.

Como prevenir a opacificação da cápsula posterior?

A prevenção envolve técnicas cirúrgicas como a limpeza meticulosa (aspiração) das células epiteliais da cápsula anterior, a realização de uma capsulorrexe contínua que cubra a borda da lente intraocular (LIO) em 360 graus, e o uso de LIOs com bordas quadradas, que criam uma barreira física à migração celular.

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