CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
As alterações observadas na foto abaixo, do pós-operatório tardio de uma cirurgia de catarata, correspondem, provavelmente, a:
PCO (Opacificação Capsular) → proliferação de células epiteliais da cápsula anterior e equador.
A opacificação pós-operatória da cápsula resulta da migração e proliferação de células epiteliais remanescentes, formando as pérolas de Elschnig ou fibrose capsular.
A opacificação da cápsula posterior (PCO) é a complicação tardia mais frequente da cirurgia de facoemulsificação. Ela ocorre devido à atividade biológica das células epiteliais do cristalino (LECs) que não foram totalmente removidas. Existem dois tipos principais: a fibrótica (proliferação de LECs tipo A da cápsula anterior) e a vacuolizada/pérolas (LECs tipo E do equador). O tratamento padrão-ouro quando há impacto visual é a capsulotomia posterior com YAG Laser, que cria uma abertura no eixo visual. O Anel de Soemmering é outra manifestação desse processo, onde restos corticais e células ficam aprisionados na periferia entre as cápsulas anterior e posterior, formando uma estrutura anelar.
As pérolas de Elschnig são aglomerados de células epiteliais do cristalino que proliferam e migram da periferia (equador e cápsula anterior) para o centro da cápsula posterior após a cirurgia de catarata. Elas têm aparência vacuolizada e translúcida, assemelhando-se a pequenas pérolas, e são a causa mais comum de redução da acuidade visual no pós-operatório tardio.
As células responsáveis pela opacificação são as células epiteliais do cristalino (LECs). Elas estão localizadas na face interna da cápsula anterior e na região equatorial. Após a remoção do núcleo e córtex na cirurgia, as células remanescentes sofrem transição epitélio-mesenquimal, proliferam e migram para a cápsula posterior, que serve como andaime.
A prevenção envolve técnicas cirúrgicas como a limpeza meticulosa (aspiração) das células epiteliais da cápsula anterior, a realização de uma capsulorrexe contínua que cubra a borda da lente intraocular (LIO) em 360 graus, e o uso de LIOs com bordas quadradas, que criam uma barreira física à migração celular.
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