CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
As opacidades que aparecem na cápsula no pós-operatório da cirurgia de catarata são derivadas da camada:
Opacificação pós-catarata ← migração de células epiteliais monocelulares da cápsula anterior/equador.
A opacificação da cápsula posterior (PCO) resulta da proliferação e migração de células epiteliais remanescentes da cápsula anterior para a zona óptica posterior, que é originalmente acelular.
A opacificação da cápsula posterior (PCO) é a complicação tardia mais comum da cirurgia de catarata. Fisiopatologicamente, o cristalino humano possui um epitélio apenas na sua face anterior e equador. A cápsula posterior é puramente uma membrana basal. Após a remoção do núcleo e do córtex, as células epiteliais da cápsula anterior sofrem transição epitélio-mesenquimal, proliferam e migram para a região posterior. Lá, elas podem causar fibrose ou formar as pérolas de Elschnig. O tratamento padrão-ouro é a capsulotomia posterior com YAG laser, que cria uma abertura na cápsula opaca para restaurar o eixo visual.
As células originam-se do epitélio monocelular da cápsula anterior e da região equatorial do cristalino. Durante a cirurgia de catarata, algumas dessas células epiteliais (LECs) permanecem no saco capsular e, posteriormente, proliferam e migram para a cápsula posterior.
São aglomerados de células epiteliais do cristalino que migraram para a cápsula posterior e sofreram uma tentativa de diferenciação em fibras lenticulares, assumindo uma aparência vacuolada e arredondada que prejudica a visão.
A prevenção envolve técnicas cirúrgicas como a limpeza meticulosa (polimento) da cápsula anterior, a realização de uma capsulorrexe circular contínua que cubra a borda da lente intraocular (LIO) e o uso de LIOs com bordas quadradas, que criam uma barreira física à migração celular.
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