HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Mulher, 45 anos de idade, submete-se a histerectomia e ooforectomia bilateral por dor pélvica e endometriose. A retirada dos ovários nesta faixa etária se associa a elevação de risco para qual das seguintes condições?
Ooforectomia bilateral pré-menopausa → menopausa cirúrgica → ↑ risco cardiovascular e osteoporose por deficiência estrogênica.
A ooforectomia bilateral em mulheres pré-menopáusicas induz uma menopausa cirúrgica abrupta, resultando em deficiência estrogênica. Essa deficiência está associada a um aumento significativo do risco de doença cardiovascular e osteoporose, além de sintomas vasomotores e alterações na qualidade de vida.
A histerectomia com ooforectomia bilateral em mulheres pré-menopáusicas, como no caso de uma paciente de 45 anos com endometriose e dor pélvica, induz uma menopausa cirúrgica. Diferente da menopausa natural, que é um processo gradual, a menopausa cirúrgica causa uma queda abrupta e significativa dos níveis hormonais, principalmente de estrogênio. Essa deficiência estrogênica precoce tem impactos sistêmicos importantes na saúde da mulher. Um dos riscos mais significativos associados à deficiência estrogênica precoce é o aumento do risco de doença cardiovascular. O estrogênio desempenha um papel protetor no sistema cardiovascular, influenciando o perfil lipídico, a função endotelial e a pressão arterial. Sua ausência abrupta pode levar a um perfil lipídico desfavorável, aumento da rigidez arterial e maior risco de aterosclerose e eventos cardiovasculares. Além disso, há um aumento do risco de osteoporose e fraturas, sintomas vasomotores intensos e alterações na qualidade de vida. A decisão de realizar ooforectomia bilateral em mulheres jovens deve ser cuidadosamente ponderada, considerando os benefícios (resolução da doença de base) e os riscos a longo prazo. A discussão sobre terapia de reposição hormonal (TRH) é fundamental nesses casos para mitigar os efeitos adversos da deficiência estrogênica, sempre avaliando os riscos e benefícios individualmente para cada paciente. O residente deve estar ciente dessas implicações para oferecer um aconselhamento completo e um plano de cuidados adequado.
A retirada dos ovários leva a uma queda abrupta dos níveis de estrogênio, que tem um papel protetor no sistema cardiovascular, resultando em disfunção endotelial, alterações lipídicas e aumento do risco aterosclerótico.
Além do risco cardiovascular, a menopausa cirúrgica precoce aumenta o risco de osteoporose, sintomas vasomotores intensos, atrofia urogenital e alterações cognitivas, impactando a qualidade de vida.
A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser considerada em mulheres jovens submetidas à ooforectomia bilateral para mitigar os riscos e sintomas da deficiência estrogênica, devendo ser individualizada e avaliados os riscos e benefícios.
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