USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Adolescente, 14 anos de idade, diabética, procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde devido à alteração nas unhas dos hálux direito e esquerdo. Refere que, há 3 meses, ambas as unhas se tornaram espessadas, amareladas, com perda de brilho, conforme imagem apresentada a seguir:As alterações tiveram início pela porção distal da unha. Nega trauma local. Assinale a alternativa que apresenta a terapêutica mais adequada a ser instituída, considerando a principal hipótese diagnóstica.
Onicomicose subungueal distal em hálux → Terbinafina oral por 12 semanas é o tratamento de primeira linha.
A onicomicose, especialmente a forma subungueal distal e lateral que afeta os pododáctilos, requer tratamento sistêmico para erradicar o fungo na matriz ungueal. A terbinafina oral é o antifúngico de escolha para dermatófitos, com altas taxas de cura e boa penetração na placa ungueal.
A onicomicose, ou tinea unguium, é a infecção fúngica mais comum das unhas, afetando predominantemente os pododáctilos. É causada principalmente por fungos dermatófitos, como o Trichophyton rubrum. Fatores de risco incluem idade avançada, diabetes mellitus, imunossupressão e doença vascular periférica. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exame micológico direto e cultura. A forma clínica mais prevalente é a subungueal distal e lateral, caracterizada por hiperqueratose, onicólise e xantocrômia, começando na borda livre da unha e progredindo proximalmente. Em pacientes diabéticos, o tratamento é particularmente importante para prevenir complicações como infecções bacterianas secundárias e ulcerações. Devido à localização da infecção sob a placa ungueal, o tratamento tópico isolado raramente é curativo. A terapia sistêmica é o padrão-ouro. A terbinafina oral (250 mg/dia por 12 semanas para as unhas dos pés) é o fármaco de primeira escolha devido à sua alta eficácia contra dermatófitos e perfil de segurança favorável. Alternativas incluem o itraconazol. O tratamento é longo, e a melhora clínica completa pode levar mais de um ano, tempo necessário para o crescimento total de uma nova unha saudável.
Os sinais incluem espessamento da unha (hiperqueratose subungueal), mudança de cor (amarelada, acastanhada ou esbranquiçada), perda de brilho, onicólise (descolamento da unha do leito) e fragilidade. A forma mais comum é a subungueal distal e lateral.
O tratamento precisa atingir a matriz e o leito ungueal, onde o fungo está ativo. Medicamentos tópicos têm dificuldade em penetrar a placa ungueal espessa. A terapia sistêmica, como a terbinafina, atinge o local da infecção através da corrente sanguínea, garantindo concentrações fungicidas eficazes.
A terbinafina é geralmente segura, mas pode causar hepatotoxicidade idiossincrática rara. Recomenda-se a avaliação da função hepática (transaminases) antes de iniciar o tratamento e o monitoramento em pacientes com doença hepática pré-existente ou em tratamentos prolongados.
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