USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Você trabalha como médico em uma Unidade de Saúde da Família e atende uma paciente de 45 anos, previamente hígida, que procura atendimento queixando-se de uma unha encravada no pé esquerdo há 1 semana. Você observa paciente em bom estado geral, afebril, com supuração no canto interno do hálux direito, flogose local intensa, estendendo-se até a região do metatarso correspondente. Não há outras alterações no exame físico. A paciente relata vacinação completa segundo calendário do Programa Nacional de Imunização, na infância. Legenda: PVP-1 Polivinil pirrolidona lodo. Diante desse quadro clínico, além da limpeza local, assinale a alternativa que contém a melhor conduta para esse caso:
Onicocriptose infectada com celulite: Antissepsia + ATB oral (SMX-TMP para cobertura MRSA) + reforço vacina dT (se >5 anos do último).
O quadro de onicocriptose com supuração e flogose extensa indica celulite, necessitando de tratamento com antibiótico oral. Sulfametoxazol-trimetoprim é uma boa escolha para infecções de pele e partes moles, cobrindo Staphylococcus aureus (incluindo MRSA comunitário) e Streptococcus. Além disso, a vacinação antitetânica com dT é crucial para adultos com ferimentos, especialmente se o último reforço foi há mais de 5 anos, mesmo com vacinação completa na infância.
A onicocriptose, ou unha encravada, é uma condição comum que pode levar a infecções secundárias, como celulite, se não for tratada adequadamente. A presença de supuração e flogose local intensa, estendendo-se ao metatarso, indica uma infecção bacteriana significativa que requer intervenção. O manejo correto é crucial para evitar complicações e garantir a recuperação do paciente. O tratamento da onicocriptose infectada com celulite envolve a antissepsia local, preferencialmente com soluções como clorexidina, que possui amplo espectro de ação. A antibioticoterapia oral é essencial para combater a infecção bacteriana. Para infecções de pele e partes moles de origem comunitária, o sulfametoxazol-trimetoprim é uma excelente opção, pois cobre os principais patógenos, incluindo Staphylococcus aureus (comuns em infecções cutâneas e partes moles, inclusive MRSA comunitário) e Streptococcus pyogenes. A duração do tratamento geralmente é de 7 a 10 dias. Além do tratamento da infecção, a profilaxia antitetânica é um ponto crítico. Embora a paciente relate vacinação completa na infância, a imunidade contra o tétano não é vitalícia. Adultos necessitam de reforços da vacina dT (difteria e tétano) a cada 10 anos. Em caso de ferimentos com risco de tétano, como uma unha encravada com supuração, um reforço de dT é indicado se o último foi há mais de 5 anos. A vacina DPT é para crianças, e a dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é para gestantes ou contatos de lactentes. Para adultos não gestantes, a dT é a vacina de escolha para reforço.
A conduta inicial envolve antissepsia local rigorosa (com clorexidina ou PVP-Iodo), prescrição de antibiótico oral com cobertura para Staphylococcus e Streptococcus (como sulfametoxazol-trimetoprim ou cefalexina) e avaliação da necessidade de reforço da vacina antitetânica.
O sulfametoxazol-trimetoprim é uma boa escolha para celulite de origem comunitária, pois oferece cobertura eficaz contra Staphylococcus aureus (incluindo cepas de MRSA comunitário) e Streptococcus pyogenes, que são os principais agentes etiológicos dessas infecções de pele e partes moles.
Adultos devem receber um reforço da vacina dT a cada 10 anos. Em caso de ferimentos com risco de tétano (como uma unha encravada com supuração), um reforço é indicado se o último foi há mais de 5 anos, independentemente do histórico de vacinação na infância.
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