Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente de 76 anos chega a sua UBS refere que após ter feito corte das unhas do pé sozinho começou apresentar dor e desconforto na unha. Ao exame físico. Pele avermelhada e inchaço ao redor da unha com secreção de pus. Paciente de 76 anos chega a sua UBS refere que após ter feito corte das unhas do pé sozinho começou apresentar dor e desconforto na unha. Ao exame físico. Pele avermelhada e inchaço ao redor da unha com secreção de pus. Qual seria seu diagnóstico?
Dor, vermelhidão, inchaço e pus ao redor da unha após corte inadequado → Onicocriptose (unha encravada) com infecção secundária.
A onicocriptose, ou unha encravada, é uma condição comum, especialmente em idosos e diabéticos, frequentemente precipitada por corte incorreto das unhas. A penetração da borda da unha na pele adjacente causa inflamação, dor e, muitas vezes, infecção secundária com formação de pus, exigindo tratamento adequado para evitar complicações.
A onicocriptose, popularmente conhecida como unha encravada, é uma condição comum e dolorosa que ocorre quando a borda da unha (geralmente do hálux) cresce e penetra na pele adjacente do sulco ungueal. É particularmente prevalente em idosos, que podem ter dificuldade em cortar as unhas corretamente, e em pacientes com comorbidades como diabetes, que aumentam o risco de infecção e complicações. A importância clínica reside na dor, limitação funcional e risco de infecções secundárias, que podem ser graves em pacientes imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a pressão constante da borda da unha na pele, levando à inflamação, edema e dor. O corte incorreto das unhas (muito curtas ou arredondadas nas laterais) é um fator precipitante comum. A penetração da unha cria uma porta de entrada para bactérias, resultando em infecção secundária (paroníquia), caracterizada por vermelhidão, inchaço, calor e secreção purulenta. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. O tratamento inicial visa aliviar a dor e resolver a infecção. Medidas conservadoras incluem imersão em água morna, elevação da unha com algodão ou fio dental, e uso de antibióticos se houver infecção. Em casos mais graves ou recorrentes, procedimentos podológicos ou cirúrgicos, como a matricectomia parcial (remoção da porção lateral da unha e destruição da matriz ungueal), podem ser necessários. A prevenção envolve o corte correto das unhas (reto, sem arredondar os cantos) e o uso de calçados adequados.
Em idosos, as causas mais comuns incluem corte incorreto das unhas, uso de calçados apertados, traumas repetitivos, alterações na forma da unha devido ao envelhecimento e condições como diabetes ou doenças vasculares periféricas.
A conduta inicial envolve higiene local, compressas mornas, elevação do membro, e, se houver sinais de infecção bacteriana (pus, celulite), pode ser necessário drenagem e antibioticoterapia oral. Em muitos casos, a podologia ou a matricectomia parcial podem ser indicadas.
A unha encravada apresenta dor aguda, inflamação e inchaço *periongueal*, frequentemente com pus, após um evento precipitante (corte). A onicomicose é uma infecção fúngica crônica da lâmina ungueal, sem dor aguda ou pus. A celulite é uma infecção bacteriana da pele que pode ser secundária à unha encravada, mas a causa primária da inflamação é a unha.
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