INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Uma mulher com 20 anos de idade comparece à Unidade Básica de Saúde com a lesão em hálux mostrada abaixo, que surgiu há sete dias, após manipulação da unha pela manicure. A paciente refere dor latejante, mas nega febre ou outros sintomas. Ao exame apresenta: ausência de secreção purulenta; ausência de adenopatia regional: A conduta adequada para a resolução do quadro apresentado pela paciente é:
Granuloma periungueal exuberante → Excisão em elipse da borda ungueal (técnica cirúrgica).
Em casos de onicocriptose (unha encravada) com formação de tecido de granulação exuberante, a abordagem cirúrgica deve focar na remoção do tecido hipertrófico e da borda ungueal para permitir a cicatrização e evitar recidivas.
A onicocriptose é causada pela penetração da lâmina ungueal nos tecidos moles adjacentes, agindo como um corpo estranho. O tecido de granulação (granuloma) é uma resposta proliferativa vascular à irritação crônica e infecção secundária. O tratamento definitivo envolve a remoção da espícula ungueal e, frequentemente, a destruição da matriz lateral correspondente (química com fenol ou cirúrgica). A técnica de remover uma elipse de pele e tecido subcutâneo da borda afetada é eficaz para eliminar o tecido hipertrófico e readequar a anatomia da prega ungueal. O uso de antibióticos é reservado para casos com celulite extensa, não sendo a conduta principal para o granuloma isolado.
A cirurgia está indicada nos estágios II e III da onicocriptose. O estágio II caracteriza-se por dor aumentada, edema, secreção seropurulenta e inflamação da prega ungueal. O estágio III apresenta formação de tecido de granulação (granuloma piogênico) e hipertrofia da prega lateral. Casos recorrentes ou que não respondem ao tratamento conservador (órteses, correções de corte) também devem ser operados.
A técnica de remover uma elipse de tecido da borda ungueal (que pode incluir a matriz ungueal lateral - matricectomia) visa reduzir o volume de tecido mole que está em conflito com a lâmina ungueal. Ao suturar ou deixar cicatrizar por segunda intenção, a prega lateral é 'afastada' da unha, eliminando o estímulo mecânico que gera a inflamação e o granuloma, reduzindo drasticamente as taxas de recidiva.
Tradicionalmente, ensina-se que não se deve usar vasoconstritor (adrenalina) em extremidades devido ao risco de isquemia e necrose. Embora estudos modernos questionem essa proibição absoluta em dedos saudáveis, em provas de residência e na prática padrão, o bloqueio digital deve ser realizado preferencialmente com lidocaína sem vasoconstritor para garantir a segurança vascular.
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