Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Um recém-nascido apresenta defeito da parede abdominal, decorrente de herniação com protrusão de conteúdo abdominal para dentro da base do cordão umbilical, recoberto por peritônio sem pele sobrejacente, na qual existe inserção do cordão umbilical distal dentro da própria estrutura. Trata-se de:
Onfalocele = defeito central + saco peritoneal + cordão inserido no ápice da massa.
A onfalocele resulta da falha no retorno das alças intestinais ao abdome durante a 10ª semana, mantendo a cobertura pelo peritônio e âmnio.
Os defeitos da parede abdominal anterior são urgências cirúrgicas neonatais. A onfalocele ocorre devido a um erro na rotação e retorno do intestino médio para a cavidade celômica. Por ser coberta por membrana, a perda de fluidos e calor é menor que na gastrosquise, mas o risco de malformações cardíacas e genéticas associadas é significativamente maior. O diagnóstico é frequentemente antenatal via ultrassonografia morfológica, permitindo o planejamento do parto em centro de referência com equipe de cirurgia pediátrica disponível.
Na onfalocele, o conteúdo abdominal hernia pelo anel umbilical e é recoberto por um saco (peritônio e âmnio), com o cordão inserido no saco. Na gastrosquise, o defeito é paraumbilical (geralmente à direita), sem membrana protetora, e o cordão tem inserção normal na parede.
Diferente da gastrosquise, a onfalocele está frequentemente associada a anomalias cromossômicas (Trissomias 13, 18, 21) e síndromes polimalformativas, como a Síndrome de Beckwith-Wiedemann e a Pentalogia de Cantrell.
O foco é proteger o saco herniário com compressas umedecidas e estéreis (ou saco plástico isolante), evitar a rotura da membrana, realizar descompressão gástrica e garantir estabilidade térmica e hidratação antes da correção cirúrgica.
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