PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
O tratamento contra o câncer, além de trazer sequelas físicas e psicológicas, também pode levar à infertilidade. Em relação às variáveis com influência no tecido ovariano ocasionando redução da população folicular pelo tratamento oncológico, assinale a alternativa CORRETA.
Oncofertilidade: 2Gy de irradiação pélvica reduz reserva ovariana em 50%. Técnicas validadas incluem criopreservação de ovócitos e tecido ovariano.
A preservação da fertilidade em pacientes oncológicas é uma preocupação crescente. A dose de irradiação pélvica de 2Gy é suficiente para reduzir significativamente a reserva ovariana. Técnicas como a maturação in vitro de ovócitos e o congelamento de tecido ovariano são validadas e oferecem esperança para a manutenção da capacidade reprodutiva pós-tratamento.
A oncofertilidade é um campo emergente que visa preservar a capacidade reprodutiva de pacientes com câncer, considerando os efeitos gonadotóxicos dos tratamentos oncológicos. É um tema de crescente importância devido ao aumento da sobrevida de pacientes jovens com câncer e ao desejo de ter filhos. Residentes devem estar cientes das opções disponíveis para aconselhar adequadamente seus pacientes. Diversos fatores influenciam o dano ovariano, incluindo o tipo e dose da quimioterapia, a idade da paciente e a dose de irradiação. A radioterapia pélvica é particularmente danosa, com doses a partir de 2 Gy podendo reduzir a reserva ovariana em 50%. A quimioterapia pode causar comprometimento definitivo, mas a extensão varia com os agentes e esquemas. O uso isolado de análogos de GnRH não é uma estratégia de preservação validada, mas pode ser adjuvante. As técnicas validadas para preservar a fertilidade incluem a criopreservação de ovócitos (óvulos), embriões e tecido ovariano. A maturação in vitro de ovócitos é uma opção para pacientes que não podem ser submetidas à estimulação ovariana. A transposição cirúrgica ovariana pode ser considerada antes da radioterapia pélvica, mas requer um posicionamento adequado dos vasos do hilo ovariano para evitar isquemia. A escolha da técnica depende do tipo de câncer, urgência do tratamento, idade da paciente e seu status reprodutivo.
A radioterapia, especialmente quando direcionada à pelve, pode causar danos significativos aos ovários, resultando em depleção folicular e insuficiência ovariana prematura. Doses tão baixas quanto 2 Gy podem reduzir a reserva ovariana pela metade, e doses mais altas podem levar à esterilidade permanente.
As técnicas validadas para preservação da fertilidade incluem a criopreservação de ovócitos (congelamento de óvulos), a criopreservação de embriões e o congelamento de tecido ovariano. A maturação in vitro de ovócitos seguida de criopreservação também é uma opção, especialmente para pacientes que não podem esperar pela estimulação ovariana.
Os análogos de GnRH são utilizados para suprimir a função ovariana durante a quimioterapia, na tentativa de proteger os folículos primordiais do dano citotóxico. Embora alguns estudos sugiram um benefício, seu uso isolado não é considerado uma técnica de preservação da fertilidade validada e deve ser discutido individualmente, muitas vezes em combinação com outras estratégias.
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