HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente de 24 anos usava contraceptivo oral combinado há 10 anos indicado na adolescência para regular o ciclo (sic). Suspendeu uso há 1 ano, quando estava apresentando ciclos menstruais regulares de 28 dias de intervalo. Entretanto, há 4 meses os ciclos ficaram irregulares com intervalos maiores, chegando até a 45 dias. Menarca aos 11 anos. Nega antecedentes pessoais de doenças ou cirurgias, bem como uso de medicamentos. Ao exame físico apresenta desenvolvimento sexual normal, sem sinais de androginismo e IMC=25 kg/m². Ultrassonografia transvaginal mostrou útero e ovários de tamanhos e aspectos normais. Diante do quadro descrito, os exames que devem ser solicitados pensando na hipótese diagnóstica são:
Oligomenorreia + USG normal → investigar causas hormonais sistêmicas (Prolactina, TSH, FSH) antes de outras hipóteses.
Diante de irregularidade menstrual (oligomenorreia) em uma paciente jovem com exame físico e ultrassonografia normais, é fundamental investigar causas endócrinas sistêmicas que afetam o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, como hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana e alterações da reserva ovariana.
A irregularidade menstrual, como a oligomenorreia (ciclos com mais de 35 dias de intervalo), é uma queixa comum na prática ginecológica e pode ter diversas etiologias. Em mulheres jovens, após a exclusão de gravidez, é crucial uma investigação sistemática para identificar a causa subjacente. A história clínica detalhada, incluindo o uso prévio de contraceptivos e o padrão menstrual, é o ponto de partida. Quando o exame físico não revela sinais de hiperandrogenismo e a ultrassonografia transvaginal mostra útero e ovários de aspecto normal, a investigação deve se voltar para causas endócrinas sistêmicas. As principais hipóteses incluem disfunções da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo), hiperprolactinemia e alterações na reserva ovariana. Portanto, a solicitação de Prolactina, TSH e FSH é fundamental. A Prolactina avalia a possibilidade de hiperprolactinemia, que pode inibir a ovulação. O TSH rastreia disfunções tireoidianas, que são causas comuns de irregularidades menstruais. O FSH, juntamente com o estradiol, pode indicar a função ovariana e a reserva, sendo útil para descartar insuficiência ovariana precoce. Outros exames como testosterona total e SHBG seriam mais indicados se houvesse sinais de hiperandrogenismo, o que não foi descrito no caso.
A hiperprolactinemia pode inibir a secreção de GnRH, levando à disfunção ovulatória e irregularidades menstruais, incluindo oligomenorreia ou amenorreia, sendo uma causa comum.
Disfunções da tireoide, tanto hipotireoidismo quanto hipertireoidismo, podem afetar a regularidade menstrual, sendo o TSH um exame de triagem essencial para descartar essas condições.
O FSH é importante para avaliar a reserva ovariana. Níveis elevados em mulheres jovens podem indicar insuficiência ovariana primária ou precoce, uma causa de oligomenorreia ou amenorreia.
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