IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Gestante com 32 semanas de gestação apresenta líquido amniótico reduzido e restrição de crescimento fetal. Qual é o termo para essa condição?
Líquido amniótico reduzido + RCF = Oligoidrâmnio.
Oligoidrâmnio é a condição de volume de líquido amniótico abaixo do normal, frequentemente associada à restrição de crescimento fetal devido à insuficiência placentária ou a anomalias renais fetais. É um marcador de risco para complicações perinatais.
Oligoidrâmnio é uma condição obstétrica definida pela redução do volume de líquido amniótico, essencial para o desenvolvimento fetal. É diagnosticado quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) é menor ou igual a 5 cm ou quando o maior bolso único vertical (BUV) é menor ou igual a 2 cm. A incidência varia, mas é mais comum em gestações de alto risco, afetando cerca de 1-5% das gestações. Sua importância clínica reside no fato de ser um marcador de risco para diversas complicações perinatais. A fisiopatologia do oligoidrâmnio pode estar relacionada a uma diminuição da produção de urina fetal (principal contribuinte para o líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres), como em casos de insuficiência placentária que leva à restrição de crescimento fetal (RCF) ou anomalias renais fetais. Outras causas incluem ruptura prematura de membranas e uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). A restrição de crescimento fetal, como no caso da questão, é um achado comum e preocupante associado ao oligoidrâmnio, indicando comprometimento da função placentária. O manejo do oligoidrâmnio depende da idade gestacional, da causa subjacente e do bem-estar fetal. O monitoramento rigoroso com ultrassonografias seriadas, dopplerfluxometria e cardiotocografia é crucial. Em alguns casos, pode ser considerada a amnioinfusão para melhorar o volume de líquido, embora seu benefício a longo prazo seja controverso. O objetivo é otimizar o momento do parto para minimizar os riscos fetais, como hipoplasia pulmonar e compressão do cordão umbilical, que são complicações potenciais dessa condição.
As causas mais comuns incluem insuficiência placentária (levando à restrição de crescimento fetal), ruptura prematura de membranas, anomalias renais fetais (como agenesia renal ou obstrução do trato urinário), uso de certos medicamentos e gestação pós-termo.
O diagnóstico é feito por ultrassonografia, medindo o Índice de Líquido Amniótico (ILA) ou o bolso único vertical (BUV). O monitoramento envolve ultrassonografias seriadas para avaliar o volume de líquido, o crescimento fetal e o bem-estar fetal com dopplerfluxometria.
Os riscos incluem compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar (se ocorrer precocemente na gestação), deformidades musculoesqueléticas, restrição de crescimento fetal e aumento da morbimortalidade perinatal, especialmente em casos graves e de início precoce.
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