CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Gestante 30 semanas foi ao pré-natal. Ao exame, o fundo de útero media 22 cm. Ultrassonografia evidenciou oligodrâmnia. Assinale qual das alternativas abaixo pode ser a causa dessa alteração:
Oligodrâmnio em 3º trimestre → investigar causas renais/urinárias fetais ou insuficiência placentária.
O oligodrâmnio, especialmente no terceiro trimestre, frequentemente está associado a problemas na produção de urina fetal, que é o principal componente do líquido amniótico após a 20ª semana. Anomalias obstrutivas do trato urinário fetal, como a válvula de uretra posterior, são causas importantes.
O oligodrâmnio é definido como um volume de líquido amniótico abaixo do normal para a idade gestacional, geralmente diagnosticado por ultrassonografia (índice de líquido amniótico < 5 cm ou maior bolsa única < 2 cm). É uma condição que pode indicar diversas patologias maternas ou fetais e está associada a um aumento da morbimortalidade perinatal, exigindo investigação e manejo cuidadosos. A fisiopatologia do oligodrâmnio varia conforme a idade gestacional. No primeiro trimestre, pode estar relacionado a anomalias cromossômicas. No segundo e terceiro trimestres, as causas mais comuns incluem ruptura prematura de membranas, insuficiência placentária (levando à restrição de crescimento fetal e hipoperfusão renal fetal) e anomalias do trato urinário fetal. A urina fetal é o principal contribuinte para o volume de líquido amniótico a partir da metade da gestação. A válvula de uretra posterior é uma malformação congênita obstrutiva que afeta exclusivamente fetos masculinos, impedindo o fluxo urinário da bexiga. Essa obstrução leva à dilatação do trato urinário (hidronefrose, hidroureter), disfunção renal e, consequentemente, à diminuição da produção de urina fetal, resultando em oligodrâmnio. O diagnóstico precoce via ultrassom permite o planejamento do manejo e, em alguns casos, intervenções intrauterinas. O prognóstico depende da gravidade da disfunção renal e do desenvolvimento da hipoplasia pulmonar associada ao oligodrâmnio prolongado.
A partir da 20ª semana de gestação, a urina fetal torna-se o principal componente do líquido amniótico. Qualquer condição que afete a produção ou excreção urinária fetal pode levar ao oligodrâmnio.
As principais causas incluem ruptura prematura de membranas, insuficiência placentária (associada à restrição de crescimento fetal), anomalias do trato urinário fetal (como agenesia renal bilateral ou obstruções), uso de certos medicamentos maternos (ex: AINEs) e desidratação materna.
A válvula de uretra posterior é uma obstrução congênita na uretra masculina que impede o fluxo normal de urina da bexiga para o líquido amniótico. Isso leva à hidronefrose, disfunção renal e, consequentemente, à diminuição da produção de urina fetal e oligodrâmnio.
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