Oligodramnio a Termo: Conduta e Indução do Parto

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

G1P0, 40 semanas, comparece a consulta de rotina do pré-natal, sem queixas. Ao exame físico, dinâmica uterina ausente, cologrosso, posterior, fechado. Cardiotocografia mostrando feto hipoativo e hiporreativo. Ultrassonografia mostra: apresentação cefálica, índice de líquido amniótico de 4,0 cm, maior bolsão vertical de 3,0 cm perfil biofísico fetal: 8 em 8. Qual é a melhor conduta? 

Alternativas

  1. A) Repetir cardiotocografia em uma semana.
  2. B) Indução do trabalho de parto com ocitocina. 
  3. C) Internação para cesárea. 
  4. D) Indução do trabalho de parto com prostaglandina vaginal. 
  5. E) Aguardar trabalho de parto espontâneo até 42 semanas. 

Pérola Clínica

40 semanas + oligodramnio (ILA < 5cm) + colo desfavorável + CTG alterada → Indução com prostaglandina vaginal.

Resumo-Chave

Em gestação a termo (40 semanas) com oligodramnio (ILA < 5 cm) e cardiotocografia não reativa, mesmo com perfil biofísico fetal satisfatório, a conduta é a interrupção da gestação. Dado o colo uterino desfavorável, a indução do trabalho de parto deve ser iniciada com agentes de amadurecimento cervical, como a prostaglandina vaginal.

Contexto Educacional

O oligodramnio em gestações a termo é uma condição que exige atenção e conduta ativa, especialmente quando associado a outros fatores de risco, como cardiotocografia não reativa. A redução do volume de líquido amniótico pode comprometer a oxigenação fetal e aumentar o risco de morbimortalidade perinatal. A avaliação do bem-estar fetal deve ser rigorosa, incluindo perfil biofísico fetal e cardiotocografia. Neste cenário, com 40 semanas de gestação, oligodramnio e cardiotocografia hipoativa/hiporreativa, a interrupção da gestação é a conduta mais segura. A escolha do método de indução depende das condições do colo uterino. Um colo desfavorável (Bishop score baixo) indica a necessidade de amadurecimento cervical antes da ocitocina. As prostaglandinas vaginais são eficazes para promover o amadurecimento e iniciar o trabalho de parto. Para residentes, é crucial entender que a avaliação do bem-estar fetal e as condições cervicais guiam a decisão sobre o método de indução. A indução do trabalho de parto com prostaglandinas em casos de colo imaturo é uma prática comum e segura, visando o parto vaginal e a redução de riscos para mãe e feto. A vigilância contínua durante a indução é essencial para detectar qualquer sinal de sofrimento fetal.

Perguntas Frequentes

Qual o significado de oligodramnio em gestação a termo?

O oligodramnio em gestação a termo (ILA < 5 cm ou maior bolsão vertical < 2 cm) pode indicar insuficiência placentária, aumentando o risco de compressão do cordão umbilical, desacelerações variáveis na cardiotocografia, mecônio e resultados perinatais adversos. Requer avaliação e, frequentemente, interrupção da gestação.

Por que a prostaglandina vaginal é a melhor conduta para indução neste caso?

A prostaglandina vaginal é a melhor conduta porque o colo uterino está desfavorável (grosso, posterior, fechado). Agentes de amadurecimento cervical, como as prostaglandinas, preparam o colo para a indução com ocitocina, aumentando as chances de sucesso do parto vaginal e reduzindo a necessidade de cesariana.

Quando a cardiotocografia é considerada hipoativa ou hiporreativa?

A cardiotocografia é considerada hipoativa ou hiporreativa quando há ausência ou diminuição da variabilidade da frequência cardíaca fetal e/ou ausência de acelerações em resposta aos movimentos fetais ou contrações uterinas. Isso pode indicar comprometimento do bem-estar fetal e requer investigação e conduta imediata.

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