Oligodrâmnio: Principais Causas e Implicações Clínicas

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015

Enunciado

Qual das opções contém somente causas de oligodrâmnio?

Alternativas

  1. A) Crescimento intrauterino restrito, pós-datismo, insuficiência placentária.
  2. B) Ruptura prematura de membranas, agenesia renal, diabete gestacional.
  3. C) Insuficiência placentária, pós-datismo, desordens esqueléticas.
  4. D) Inibidores do ECA, intrauterino restrito, hidropsia fetal.
  5. E) Estenose do JUP, crescimento intrauterino restrito, síndrome antifosfolipídio.

Pérola Clínica

Oligodrâmnio → causas fetais (anomalias renais), maternas (HTA, SAF), placentárias (insuficiência), e iatrogênicas (IECA).

Resumo-Chave

Oligodrâmnio é a redução do volume de líquido amniótico, frequentemente associado a condições que afetam a produção ou a eliminação fetal de urina, ou a perfusão placentária. Causas comuns incluem insuficiência placentária, restrição de crescimento fetal e pós-datismo.

Contexto Educacional

Oligodrâmnio é definido como um volume de líquido amniótico abaixo do normal para a idade gestacional, geralmente diagnosticado por ultrassonografia com um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor que 5 cm ou uma maior bolsa vertical menor que 2 cm. O líquido amniótico é crucial para o desenvolvimento fetal, especialmente pulmonar e musculoesquelético, e sua redução pode indicar problemas subjacentes graves. As causas de oligodrâmnio são diversas e podem ser classificadas em maternas, fetais e placentárias. Causas fetais incluem anomalias do trato urinário (agenesia renal, obstrução ureteral), que comprometem a produção de urina fetal, principal componente do líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres. Causas placentárias, como a insuficiência placentária, levam à hipoperfusão fetal e, consequentemente, à diminuição da produção de urina. O crescimento intrauterino restrito (CIUR) está frequentemente associado à insuficiência placentária e, portanto, ao oligodrâmnio. O pós-datismo, ou gravidez prolongada, também é uma causa comum de oligodrâmnio devido à senescência placentária e à diminuição da função renal fetal. Outras causas incluem ruptura prematura de membranas, uso materno de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e algumas condições maternas como hipertensão crônica ou síndrome antifosfolipídio. O manejo depende da causa, idade gestacional e bem-estar fetal, podendo incluir monitoramento rigoroso, amnioinfusão ou indução do parto.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de oligodrâmnio?

As principais causas incluem insuficiência placentária, crescimento intrauterino restrito (CIUR), pós-datismo, ruptura prematura de membranas, anomalias renais fetais (como agenesia renal), e uso materno de inibidores da ECA.

Como o oligodrâmnio é diagnosticado?

O diagnóstico é feito por ultrassonografia, avaliando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) ou a maior bolsa vertical. Valores abaixo de 5 cm (ILA) ou 2 cm (maior bolsa) são indicativos de oligodrâmnio.

Quais são as complicações do oligodrâmnio para o feto?

As complicações incluem hipoplasia pulmonar, deformidades esqueléticas (sequência de Potter), compressão do cordão umbilical, sofrimento fetal e aumento do risco de parto prematuro ou cesariana.

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