UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Primigesta de 19 anos é atendida com 23 semanas de gestação no pré-natal de alto risco, devido ao achado ultrassonográfico de oligodramnia. A paciente está assintomática, nega perdas transvaginais ou quaisquer outras queixas. Ela apresenta exame ultrassonográfico realizado há uma semana com o seguinte laudo: feto único, pélvico, com biometria de 22 semanas de gravidez, adramnia, agenesia renal bilateral, restante da morfologia aparentemente sem alterações. Entre as complicações encontradas nesse caso, é correto citar:
Oligodramnia grave por agenesia renal bilateral → Hipoplasia pulmonar fetal é complicação fatal devido à ausência de líquido amniótico.
A agenesia renal bilateral fetal resulta em anúria e oligodramnia severa (adramnia), pois o líquido amniótico é primariamente composto por urina fetal após o segundo trimestre. A ausência de líquido amniótico impede o desenvolvimento normal dos pulmões, levando à hipoplasia pulmonar, uma complicação fatal.
A oligodramnia é uma condição obstétrica caracterizada pela diminuição do volume de líquido amniótico. Em casos de oligodramnia severa ou adramnia, especialmente quando associada a malformações fetais, as implicações são graves. A agenesia renal bilateral é uma anomalia congênita rara e letal, na qual ambos os rins não se desenvolvem. Como a urina fetal é o principal componente do líquido amniótico a partir do segundo trimestre de gestação, a ausência de rins funcionantes leva à anúria e, consequentemente, à oligodramnia extrema. A fisiopatologia das complicações decorre diretamente da ausência de líquido amniótico. O líquido amniótico desempenha um papel crucial no desenvolvimento pulmonar fetal, permitindo a expansão dos alvéolos e o amadurecimento dos pneumócitos. Sem esse suporte hidrostático, os pulmões não conseguem se desenvolver adequadamente, resultando em hipoplasia pulmonar. Esta é a complicação mais grave e a principal causa de óbito neonatal em fetos com agenesia renal bilateral, caracterizando a chamada Sequência de Potter. Outras complicações da Sequência de Potter incluem deformidades faciais (fácies de Potter) e musculoesqueléticas devido à compressão intrauterina. O diagnóstico precoce por ultrassonografia pré-natal é fundamental, embora o prognóstico seja invariavelmente reservado, com a maioria dos fetos não sobrevivendo ao período neonatal devido à insuficiência respiratória. O manejo é paliativo, focando no conforto materno e fetal.
A principal causa é a anúria fetal, ou seja, a ausência de produção de urina pelos rins, que é o principal componente do líquido amniótico após o segundo trimestre de gestação.
A complicação mais grave e frequentemente fatal é a hipoplasia pulmonar fetal, pois o líquido amniótico é essencial para o desenvolvimento e amadurecimento dos pulmões.
A Sequência de Potter é um conjunto de anomalias fetais resultantes da oligodramnia prolongada, incluindo hipoplasia pulmonar, fácies de Potter (olhos afastados, pregas epicânticas, nariz achatado, orelhas baixas) e deformidades dos membros, frequentemente causada por agenesia renal bilateral.
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