HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Relacione a coluna 1 à coluna 2, associando as alterações de líquido amniótico com as possíveis causas etiológicas:Coluna 1: Coluna 2:1. Oligodramnia; ( ) Insuficiência placentária;2. Polidramnia. ( ) Obstrução baixa do trato urinário fetal; ( ) Doença hemolítica perinatal; ( ) Diabetes gestacional; ( ) Anencefalia.A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Oligodramnia = ↓ produção/↑ reabsorção; Polidramnia = ↑ produção/↓ deglutição fetal.
As alterações do volume de líquido amniótico (oligodramnia e polidramnia) são importantes marcadores de saúde fetal e materna. A oligodramnia frequentemente indica comprometimento da função renal fetal ou insuficiência placentária, enquanto a polidramnia sugere problemas na deglutição fetal ou condições maternas como diabetes.
O volume de líquido amniótico é um indicador crucial da saúde e bem-estar fetal, sendo mantido por um equilíbrio dinâmico entre a produção (principalmente urina fetal) e a reabsorção (principalmente deglutição fetal e membranas). Alterações nesse volume, como oligodramnia (volume diminuído) e polidramnia (volume aumentado), podem sinalizar diversas condições maternas e fetais, exigindo investigação e manejo adequados. A oligodramnia é frequentemente associada a condições que comprometem a produção de urina fetal ou a perfusão placentária. Causas comuns incluem insuficiência placentária (associada à restrição de crescimento intrauterino e pré-eclâmpsia), anomalias do trato urinário fetal (como agenesia renal ou obstrução uretral), ruptura prematura de membranas e uso de inibidores da síntese de prostaglandinas. A oligodramnia pode levar a compressão do cordão umbilical e hipoplasia pulmonar. A polidramnia, por sua vez, resulta de um desequilíbrio onde a produção de líquido amniótico excede sua reabsorção. As causas podem ser maternas (como diabetes gestacional, que leva à diurese osmótica fetal) ou fetais (anomalias gastrointestinais que impedem a deglutição, anencefalia, síndromes genéticas, hidropsia fetal por doença hemolítica). Ambas as condições aumentam o risco de complicações obstétricas, como parto prematuro, prolapso de cordão e sofrimento fetal, sendo essencial o monitoramento e a intervenção apropriada.
As principais causas de oligodramnia incluem insuficiência placentária (restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia), ruptura prematura de membranas, anomalias renais fetais (agenesia renal, obstrução do trato urinário) e uso de certos medicamentos maternos (AINEs).
A anencefalia é uma causa de polidramnia porque o feto anencefálico não consegue deglutir o líquido amniótico adequadamente devido à ausência de estruturas cerebrais superiores e disfunção do centro da deglutição, levando ao acúmulo excessivo de líquido.
O diabetes gestacional pode levar à polidramnia devido à hiperglicemia fetal. O excesso de glicose no sangue fetal causa um aumento da diurese fetal, resultando em maior produção de urina e, consequentemente, acúmulo de líquido amniótico.
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