Oligoâmnio: Diagnóstico e Principais Causas na Gestação

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

O achado de índice de líquido amniótico menor que 5 cm é indicativo de:

Alternativas

  1. A) polidrâmnio e pode ocorrer devido a hipoglicemia materna e fetal e malformações do sistema digestivo fetal.
  2. B) oligoâmnio, podendo ser causado por rotura prematura de membranas e doenças hipertensivas materna
  3. C) oligoâmnio, podendo ser causado por malformações do sistema digestivo fetal e rotura prematura de membranas.
  4. D) polidrâmnio e pode ocorrer devido a hiperglicemia materna e fetal, malformações do sistema digestivo fetal.

Pérola Clínica

ILA < 5 cm = Oligoâmnio → RPM, DHEG, insuficiência placentária, malformações renais.

Resumo-Chave

O oligoâmnio, definido por um ILA menor que 5 cm, é uma condição que exige investigação imediata. Suas causas são diversas, incluindo rotura prematura de membranas, disfunção placentária (como em doenças hipertensivas maternas) e anomalias do trato urinário fetal, que impactam a produção de urina fetal, principal componente do líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres.

Contexto Educacional

O oligoâmnio, definido como um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor que 5 cm ou um maior bolsão único inferior a 2 cm, é uma condição obstétrica que requer atenção imediata devido ao seu potencial impacto na saúde fetal. Sua identificação precoce é fundamental para a tomada de decisões clínicas e manejo adequado da gestação. A prevalência varia, mas é mais comum em gestações de alto risco. A fisiopatologia do oligoâmnio envolve principalmente a diminuição da produção de urina fetal ou o aumento da perda de líquido amniótico. As causas incluem rotura prematura de membranas (RPM), insuficiência placentária (frequentemente associada a doenças hipertensivas maternas como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional mal controlado), restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e anomalias congênitas do trato urinário fetal (agenesia renal bilateral, obstrução uretral). O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O manejo do oligoâmnio depende da causa, idade gestacional e bem-estar fetal. Pode incluir monitoramento fetal intensivo, hidratação materna, amnioinfusão em casos selecionados e, em algumas situações, a antecipação do parto. É crucial identificar e tratar a causa subjacente para otimizar os resultados maternos e perinatais, minimizando riscos como hipoplasia pulmonar, compressão do cordão umbilical e deformidades fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para oligoâmnio?

O oligoâmnio é diagnosticado quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) é menor que 5 cm ou quando o maior bolsão único de líquido amniótico é menor que 2 cm.

Quais as principais causas de oligoâmnio?

As causas mais comuns incluem rotura prematura de membranas (RPM), insuficiência placentária (associada a doenças hipertensivas maternas, como pré-eclâmpsia), restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e malformações do trato urinário fetal (agenesia renal, obstrução uretral).

Qual a importância do líquido amniótico para o feto?

O líquido amniótico é crucial para o desenvolvimento pulmonar, renal e musculoesquelético fetal, além de proteger o feto contra traumas e infecções. Sua redução pode levar a hipoplasia pulmonar, deformidades e compressão do cordão umbilical.

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