HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
P.G.B., 28 anos, GIV PII 2N AI; IG usg: 38 semanas, deu entrada no PSGO com carta da UBS (unidade básica de saúde) solicitando avaliação em razão de a ultrassonografia obstétrica apresentar MBV (maior bolsão vertical): 1,9 cm. Peso fetal normal; doppler de artérias umbilicais: normal, placenta fúndica GII. Paciente nega perdas vaginais. Sem outras queixas. Nega comorbidades. Cardiotocografia: normal. De acordo com o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta diagnóstico e conduta corretos.
MBV < 2 cm em gestação a termo → Oligoâmnio, considerar internação e indução do parto.
Um Maior Bolsão Vertical (MBV) de 1,9 cm em uma gestação de 38 semanas indica oligoâmnio. Nesses casos, a conduta geralmente envolve a internação da paciente e a indução do trabalho de parto devido ao risco aumentado de compressão do cordão umbilical e sofrimento fetal.
O líquido amniótico desempenha um papel crucial no desenvolvimento fetal e na proteção contra traumas. Alterações no seu volume, como o oligoâmnio, podem indicar comprometimento da saúde fetal e exigem avaliação e manejo cuidadosos, especialmente em gestações a termo. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. O oligoâmnio é definido por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) < 5 cm ou um Maior Bolsão Vertical (MBV) < 2 cm. Em gestações a termo, a presença de oligoâmnio, mesmo isolado, é um fator de risco para resultados perinatais adversos, incluindo compressão do cordão umbilical, desacelerações variáveis na cardiotocografia e aumento das taxas de cesariana por sofrimento fetal. A conduta para oligoâmnio em gestação a termo (≥37 semanas) geralmente envolve a internação da paciente e a indução do trabalho de parto. O monitoramento da vitalidade fetal, como a cardiotocografia, é essencial, mas a interrupção da gestação é frequentemente indicada para evitar complicações. A decisão deve considerar a idade gestacional, a gravidade do oligoâmnio e outros fatores de risco maternos e fetais.
O oligoâmnio é diagnosticado por ultrassonografia, sendo definido por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor que 5 cm ou um Maior Bolsão Vertical (MBV) menor que 2 cm.
Em gestação a termo (≥37 semanas) com oligoâmnio, a conduta geralmente é a internação da paciente e a indução do trabalho de parto, devido ao risco aumentado de complicações fetais como a compressão do cordão umbilical.
O oligoâmnio aumenta o risco de compressão do cordão umbilical, sofrimento fetal, restrição de crescimento intrauterino, malformações congênitas (se precoce) e disfunção pulmonar, exigindo monitoramento rigoroso.
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