UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Oligoâmnio é definido como o volume de líquido amniótico abaixo do esperado para idade gestacional. Sua incidência é de aproximadamente 1% das gestações, sendo mais comum nas gestações que atingem o termo (1% a 5%). Representa uma causa de Oligoâmnio:
Oligoâmnio → frequentemente associado à insuficiência placentária, que pode ser causada por trombofilias maternas.
O oligoâmnio é a redução do volume de líquido amniótico. Embora as trombofilias maternas não sejam uma causa direta, elas podem levar à insuficiência placentária, que compromete a perfusão fetal e a produção de urina fetal, resultando em oligoâmnio e, por vezes, restrição de crescimento intrauterino.
Oligoâmnio é uma condição obstétrica caracterizada pela diminuição do volume de líquido amniótico, definido por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) menor que 5 cm ou maior bolsa única menor que 2 cm. Sua incidência é significativa, especialmente em gestações a termo, e está associado a diversos desfechos perinatais adversos. As causas são variadas e incluem ruptura prematura de membranas, insuficiência placentária, anomalias congênitas do trato urinário fetal e uso de medicamentos como inibidores da ECA ou AINEs. A relação entre trombofilia materna e oligoâmnio é indireta, mas clinicamente relevante. Trombofilias, como a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo ou mutações genéticas, podem predispor à formação de trombos na circulação placentária. Isso leva à insuficiência placentária, que compromete o suprimento de nutrientes e oxigênio ao feto e, crucialmente, reduz a perfusão renal fetal. A diminuição da produção de urina fetal, que é o principal contribuinte para o volume de líquido amniótico a partir do segundo trimestre, resulta em oligoâmnio. O manejo do oligoâmnio depende da causa, idade gestacional e bem-estar fetal. O monitoramento fetal rigoroso, incluindo cardiotocografia e perfil biofísico, é essencial. Em casos de oligoâmnio associado à insuficiência placentária, a antecipação do parto pode ser considerada para evitar complicações como restrição de crescimento intrauterino grave, sofrimento fetal e hipoplasia pulmonar. A identificação e tratamento de trombofilias maternas, quando indicadas, podem otimizar o ambiente intrauterino.
As principais causas incluem ruptura prematura de membranas, insuficiência placentária (associada a pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, trombofilias), anomalias renais fetais (agenesia renal, obstrução do trato urinário) e uso de certos medicamentos.
A trombofilia materna pode causar microtrombos na placenta, levando à insuficiência placentária. Esta, por sua vez, compromete o fluxo sanguíneo para o feto, reduzindo a perfusão renal fetal e, consequentemente, a produção de urina, que é o principal componente do líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres.
O líquido amniótico é vital para o desenvolvimento pulmonar, renal e musculoesquelético do feto, além de protegê-lo contra traumas e infecções. O oligoâmnio pode levar a hipoplasia pulmonar, deformidades esqueléticas e compressão do cordão umbilical.
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