UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Oligoâmnio se associa à
Oligoâmnio → frequentemente associado à insuficiência placentária e centralização hemodinâmica fetal.
O oligoâmnio, que é a redução do volume de líquido amniótico, é frequentemente um sinal de insuficiência placentária, levando à restrição de crescimento intrauterino e à centralização hemodinâmica fetal como mecanismo compensatório para preservar órgãos vitais.
O oligoâmnio, definido pela redução do volume de líquido amniótico (ILA < 5 cm ou maior bolsa < 2 cm), é um achado ultrassonográfico que exige investigação e manejo cuidadoso. O líquido amniótico é essencial para o desenvolvimento fetal, protegendo contra traumas, permitindo movimentos e o desenvolvimento pulmonar. Sua redução pode indicar uma série de problemas, sendo a insuficiência placentária uma das causas mais comuns. Quando há insuficiência placentária, o feto pode experimentar hipóxia crônica, levando a um mecanismo compensatório conhecido como centralização hemodinâmica fetal. Nesse processo, o fluxo sanguíneo é redistribuído para preservar órgãos vitais como o cérebro e o coração, em detrimento de outros, como os rins. A diminuição do fluxo renal fetal resulta em menor produção de urina, que é o principal componente do líquido amniótico a partir do segundo trimestre, culminando no oligoâmnio. Outras causas importantes de oligoâmnio incluem anomalias do trato urinário fetal (como agenesia renal bilateral ou obstrução), ruptura prematura de membranas e uso de certos medicamentos maternos (ex: inibidores da ECA). O diagnóstico e o acompanhamento do oligoâmnio são cruciais para identificar a causa subjacente, monitorar o bem-estar fetal e planejar a conduta obstétrica, visando minimizar os riscos de morbimortalidade perinatal.
As principais causas incluem insuficiência placentária, anomalias renais fetais (agenesia renal, obstrução do trato urinário), ruptura prematura de membranas, uso de certos medicamentos (como AINEs) e pós-datismo.
A centralização hemodinâmica fetal é um mecanismo de adaptação onde o feto redistribui o fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais) em detrimento de outros (rins, pulmões), geralmente devido à hipóxia crônica por insuficiência placentária, que também causa oligoâmnio.
Os riscos incluem restrição de crescimento intrauterino, compressão do cordão umbilical, hipoplasia pulmonar (se precoce), deformidades esqueléticas e aumento da morbimortalidade perinatal, exigindo monitoramento rigoroso.
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