Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
M.B.V., 34 anos, GII PI 1C (há 4 anos) A0, IG por ultrassonografia precoce: 38 semanas e 5 dias, veio à medicina fetal para ultrassonografia obstétrica de terceiro trimestre da gestação. Ao exame, feto em apresentação cefálica, placenta anterior, grau II de Grannum, MBV (maior bolsão vertical): 1,9 cm, ILA 4,5 cm, peso fetal no percentil 30, de acordo com a curva de Hadlock; doppler normal. Paciente nega perdas vaginais, o que condisse com o exame especular. A conduta mais adequada é
Oligoamnia a termo com cesárea prévia → indução mecânica (balão) + ocitocina, monitorando risco de ruptura uterina.
Em gestantes com cesárea anterior e oligoamnia a termo, a indução do trabalho de parto é uma opção, preferencialmente com métodos mecânicos como o balão de Krause, seguidos de ocitocina, para minimizar o risco de ruptura uterina associado a prostaglandinas.
Oligoamnia é uma condição obstétrica definida por um ILA < 5 cm ou MBV < 2 cm, que pode indicar comprometimento fetal e requer avaliação cuidadosa. Em gestações a termo, especialmente na presença de fatores como cesárea anterior, a conduta deve equilibrar os riscos maternos e fetais, visando a resolução da gestação. A ultrassonografia é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento. A fisiopatologia da oligoamnia pode estar relacionada à insuficiência placentária, malformações renais fetais ou ruptura prematura de membranas. O diagnóstico é feito por ultrassonografia. Em casos de gestação a termo com oligoamnia e cesárea anterior, a indução do trabalho de parto é uma opção, mas deve ser cuidadosamente planejada devido ao risco aumentado de ruptura uterina. O tratamento envolve a monitorização fetal rigorosa e a escolha do método de indução. Prostaglandinas são contraindicadas em pacientes com cesárea anterior devido ao risco elevado de ruptura uterina. Métodos mecânicos, como o balão de Krause, são preferíveis para o amadurecimento cervical, seguidos pela ocitocina, se necessário, sempre com monitoramento contínuo da vitalidade fetal e da dinâmica uterina.
A oligoamnia é diagnosticada por ultrassonografia quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) é menor que 5 cm ou o Maior Bolsão Vertical (MBV) é menor que 2 cm.
A melhor conduta envolve a internação e a indução do trabalho de parto com métodos mecânicos, como o balão de Krause, seguidos de ocitocina, evitando prostaglandinas devido ao risco de ruptura uterina.
Os principais riscos incluem ruptura uterina, especialmente com o uso de prostaglandinas, e falha na indução, que pode levar a uma nova cesariana. A monitorização contínua é essencial.
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