CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Ao se realizar a representação gráfica do exame de mapeamento de retina, deve-se ter em mente que as estruturas observadas estão:
Oftalmoscopia indireta → Imagem real, invertida e revertida (superoinferior e laterolateral).
A lente condensadora utilizada no mapeamento de retina (oftalmoscopia indireta) projeta uma imagem aérea que sofre inversão total nos eixos vertical e horizontal em relação ao fundo de olho real.
O mapeamento de retina é um exame fundamental na oftalmologia para a avaliação da periferia retiniana, diagnóstico de descolamentos, roturas e degenerações. O domínio da óptica geométrica aplicada ao exame é essencial para a correta localização de lesões. A técnica utiliza um oftalmoscópio binocular indireto e uma lente de alta dioptria (geralmente 20D). Fisiopatologicamente, a luz atravessa os meios transparentes do olho, reflete na retina e, ao passar pela lente condensadora, converge para formar a imagem aérea. Este fenômeno é o que define a necessidade de treinamento específico para que o residente consiga correlacionar a imagem invertida com a localização anatômica precisa para intervenções cirúrgicas ou laserterapia.
A inversão ocorre devido ao uso da lente condensadora na oftalmoscopia indireta. Esta lente capta a luz refletida pelo fundo do olho e forma uma imagem real e aérea entre a lente e o examinador. Durante esse processo de refração, os raios de luz se cruzam, resultando em uma imagem que é invertida tanto no eixo vertical (superoinferior) quanto no eixo horizontal (laterolateral/revertida).
Na oftalmoscopia direta, a imagem observada é virtual, direta (não invertida) e com grande aumento (cerca de 15x), mas com campo de visão restrito. Já na oftalmoscopia indireta (mapeamento), a imagem é real, invertida nos dois eixos, com menor aumento, porém oferece um campo de visão muito mais amplo e visão estereoscópica (profundidade).
Ao realizar o desenho no gráfico de retina (mapa de fundo de olho), o examinador deve estar ciente da inversão. Tradicionalmente, o mapa é preenchido de forma que a representação corresponda à anatomia real do paciente, exigindo que o médico mentalmente 'desinverta' a imagem observada ou posicione o mapa de forma a compensar a visualização durante o exame.
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