CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
No exame da periferia da retina, para avaliar uma determinada região:
Exame da periferia → Paciente olha para a região de interesse, médico se posiciona no lado oposto.
Na oftalmoscopia indireta, a imagem é invertida e real. Para visualizar a periferia, o médico deve se posicionar diametralmente oposto à área que o paciente está focando.
O mapeamento de retina com oftalmoscopia indireta é o padrão-ouro para a avaliação de pacientes com queixas de fotopsias ou moscas volantes. A técnica exige domínio da coordenação motora e compreensão da óptica do exame. Diferente da oftalmoscopia direta, que oferece grande aumento mas campo restrito, a indireta proporciona uma visão estereoscópica e panorâmica, essencial para identificar patologias periféricas. A correta orientação do paciente é crucial. Ao solicitar que o paciente olhe para as posições cardinais do olhar, o médico consegue varrer toda a periferia. O posicionamento oposto do examinador maximiza a entrada de luz e o retorno da imagem através da pupila, contornando as limitações impostas pela íris e pelo cristalino.
Para examinar a periferia da retina, o princípio fundamental é o alinhamento entre o eixo de visão do médico, a lente condensadora e a retina do paciente. O paciente deve ser instruído a olhar na direção da região que se deseja observar (ex: olhar para cima para ver a periferia superior). O médico, por sua vez, deve se posicionar no lado oposto à região observada para conseguir o ângulo de incidência necessário através da pupila dilatada.
A oftalmoscopia indireta utiliza uma lente condensadora de alto poder (geralmente 20D) que forma uma imagem real, invertida e magnificada entre a lente e o examinador. Essa inversão ocorre tanto no eixo vertical quanto no horizontal. Portanto, o que o médico vê na parte 'superior' da lente corresponde, na verdade, à parte inferior da retina do paciente, exigindo treinamento para a correta localização de lesões.
A depressão escleral é uma manobra complementar ao mapeamento de retina que permite a visualização da periferia extrema, incluindo a 'ora serrata'. Ao pressionar suavemente a esclera externamente, o examinador traz a retina periférica para o campo de visão central da lente, facilitando a identificação de roturas retinianas, degenerações 'lattice' ou descolamentos subclínicos que poderiam passar despercebidos apenas com a movimentação do olhar.
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