CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
Considere o paciente que apresenta teste de convergência positivo e assinale a alternativa correta.
Oftalmoplegia Internuclear = Lesão no FLM; Convergência preservada diferencia de lesão do III par.
A OFI ocorre por lesão do fascículo longitudinal medial (FLM). A preservação da convergência indica que os núcleos do III par estão íntegros, localizando a lesão no FLM.
A oftalmoplegia internuclear é um sinal neurológico de localização precisa. O Fascículo Longitudinal Medial (FLM) é uma via altamente mielinizada, o que explica sua vulnerabilidade em doenças desmielinizantes como a Esclerose Múltipla. A fisiopatologia envolve o atraso ou bloqueio da condução do sinal que deveria levar o olho a aduzir em sincronia com a abdução do olho oposto. Clinicamente, o paciente queixa-se de diplopia horizontal, especialmente ao olhar para o lado oposto à lesão. O nistagmo observado no olho que abduz é uma resposta compensatória do sistema vestibular e cerebelar à fraqueza do reto medial contralateral. O reconhecimento da OFI é um passo crítico para a investigação de doenças sistêmicas graves e requer avaliação neuroimunológica ou vascular imediata.
A OFI é caracterizada pela paralisia ou paresia da adução do olho ipsilateral à lesão durante o olhar conjugado horizontal, acompanhada de nistagmo no olho contralateral (em abdução). Isso ocorre devido a uma interrupção no Fascículo Longitudinal Medial (FLM), que conecta o núcleo do VI par (ponte) ao núcleo do III par contralateral (mesencéfalo).
O teste de convergência é fundamental para o diagnóstico diferencial. Na OFI clássica, a convergência está preservada porque o estímulo para a convergência não depende exclusivamente do FLM, mas sim de vias supranucleares que ativam diretamente os núcleos do reto medial no mesencéfalo. Se a adução falha no olhar horizontal mas funciona na convergência, a lesão é no FLM e não no nervo oculomotor.
Em pacientes jovens, a causa mais comum é a Esclerose Múltipla, frequentemente apresentando-se de forma bilateral. Em pacientes idosos, a causa predominante é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico de tronco encefálico, geralmente de forma unilateral. Outras causas raras incluem tumores, infecções e traumas.
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