UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Em paciente jovem, deve-se suspeitar de esclerose múltipla na presença de:
Esclerose múltipla em jovem → Oftalmoplegia internuclear, neurite óptica, sintomas sensitivos/motores focais.
A oftalmoplegia internuclear é um sinal clássico de lesão desmielinizante no tronco cerebral, frequentemente associada à esclerose múltipla, especialmente em pacientes jovens. Ela resulta de uma lesão no fascículo longitudinal medial.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante crônica do sistema nervoso central, que afeta predominantemente adultos jovens, com maior incidência em mulheres. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais. É uma das principais causas de incapacidade neurológica não traumática em jovens. O diagnóstico da EM é baseado em critérios clínicos (Critérios de McDonald), achados de neuroimagem (ressonância magnética) e, por vezes, análise do líquor. A suspeita clínica surge com a ocorrência de sintomas neurológicos focais que se disseminam no tempo e no espaço. A oftalmoplegia internuclear, caracterizada por dificuldade de adução de um olho e nistagmo no olho contralateral em abdução, é um sinal clássico de lesão no fascículo longitudinal medial no tronco cerebral, sendo altamente sugestiva de EM. O tratamento da EM visa modificar o curso da doença, reduzir a frequência e gravidade dos surtos, e controlar os sintomas. As terapias modificadoras da doença incluem imunomoduladores e imunossupressores. O prognóstico varia amplamente, mas o diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para minimizar a progressão da incapacidade.
A esclerose múltipla em jovens frequentemente se manifesta com neurite óptica, sintomas sensitivos (parestesias, disestesias), fraqueza motora, ataxia e, classicamente, oftalmoplegia internuclear.
É uma alteração do movimento ocular caracterizada por adução lenta ou incompleta de um olho e nistagmo no olho contralateral em abdução. É um sinal altamente sugestivo de lesão desmielinizante no tronco cerebral, como na esclerose múltipla.
Outras condições que podem mimetizar a esclerose múltipla incluem neuromielite óptica, doenças infecciosas (ex: sífilis, Lyme), doenças metabólicas e outras doenças autoimunes do sistema nervoso central.
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