Oftalmoplegia Crônica Externa Progressiva (CPEO): Sinais Clínicos

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

Qual dos aspectos clínicos abaixo é mais característico de pacientes com oftalmoplegia crônica externa progressiva?

Alternativas

  1. A) Atrofia óptica bilateral.
  2. B) Diplopia.
  3. C) Ptose palpebral.
  4. D) Anisocoria.

Pérola Clínica

CPEO = Ptose palpebral progressiva + Oftalmoparesia simétrica indolor SEM diplopia.

Resumo-Chave

A CPEO é uma miopatia mitocondrial caracterizada por fraqueza progressiva e lenta dos músculos extraoculares e elevador da pálpebra.

Contexto Educacional

A Oftalmoplegia Crônica Externa Progressiva (CPEO) é a manifestação mais comum das miopatias mitocondriais que afetam o olho. Ocorre devido a deleções no DNA mitocondrial. O sinal inicial costuma ser a ptose palpebral, que pode ser assimétrica no início, mas torna-se bilateral. A fraqueza dos músculos extraoculares progride até a imobilidade quase total do globo ocular. O diagnóstico diferencial inclui Miastenia Gravis (que apresenta flutuação e diplopia) e distrofia miotônica.

Perguntas Frequentes

Qual a tríade clássica da CPEO?

A CPEO manifesta-se tipicamente com ptose palpebral bilateral e simétrica, seguida de uma limitação progressiva da motilidade ocular em todas as direções de olhar (oftalmoplegia externa). Por ser um processo crônico e muitas vezes simétrico, a diplopia é raramente relatada pelos pacientes.

Por que não ocorre diplopia na CPEO?

Diferente de paralisias nervosas agudas, a CPEO é uma miopatia de progressão muito lenta. A perda de movimento ocorre de forma relativamente equilibrada entre os dois olhos, e o sistema visual tem tempo para se adaptar, evitando a percepção de imagens duplas.

CPEO pode estar associada a doenças sistêmicas?

Sim. Quando a CPEO se associa a bloqueio cardíaco, retinose pigmentar e início antes dos 20 anos, configura a Síndrome de Kearns-Sayre, uma condição mitocondrial grave que exige monitoramento cardiológico.

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