UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente feminina, de 32 anos, procurou a UBS queixando-se de sensação de corpo estranho no olho, diplopia, lacrimejamento e borramento visual. Negou comorbidades. Considerando-se a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa que contempla os achados de história e exame físico esperados.
Oftalmopatia de Graves: proptose, diplopia, lacrimejamento + sinais de hipertireoidismo (taquicardia, bócio) + tabagismo como fator de risco.
A oftalmopatia de Graves é uma manifestação autoimune da Doença de Graves, caracterizada por sintomas oculares como sensação de corpo estranho, diplopia e lacrimejamento. Frequentemente, está associada a sinais sistêmicos de hipertireoidismo, como taquicardia e bócio, e o tabagismo é um importante fator de risco para seu desenvolvimento e piora.
A oftalmopatia de Graves, também conhecida como doença ocular tireoidiana, é a manifestação extratireoidiana mais comum da Doença de Graves, uma doença autoimune caracterizada por hipertireoidismo. Afeta cerca de 25-50% dos pacientes com Doença de Graves e pode ocorrer antes, durante ou após o diagnóstico do hipertireoidismo, ou até mesmo em pacientes eutireoidianos ou hipotireoidianos. É mais comum em mulheres e tem um impacto significativo na qualidade de vida. A fisiopatologia envolve uma reação autoimune contra antígenos compartilhados entre a tireoide e os tecidos orbitários, como o receptor de TSH. Isso leva à inflamação, edema e acúmulo de glicosaminoglicanos nos músculos extraoculares e tecido adiposo retro-orbitário, resultando em proptose, diplopia, dor e disfunção ocular. Os achados de história e exame físico esperados incluem sintomas oculares como os descritos na questão, associados a sinais sistêmicos de hipertireoidismo (taquicardia, bócio, tremores) e o tabagismo como um fator de risco crucial. O diagnóstico é clínico, complementado por exames de imagem (TC ou RM da órbita) e testes de função tireoidiana. O tratamento visa controlar o hipertireoidismo e a inflamação ocular, podendo incluir corticosteroides, radioterapia orbitária, descompressão cirúrgica e, em casos refratários, terapias biológicas. A cessação do tabagismo é fundamental para o manejo e prognóstico da doença.
Os sintomas oculares incluem sensação de corpo estranho, lacrimejamento, fotofobia, diplopia, dor ocular, proptose (exoftalmia), edema periorbital e retração palpebral, que resultam da inflamação e inchaço dos tecidos orbitários.
O tabagismo é o fator de risco modificável mais importante para o desenvolvimento e a progressão da oftalmopatia de Graves, aumentando a gravidade da doença e a refratariedade ao tratamento, sendo crucial a cessação do tabaco.
A oftalmopatia de Graves frequentemente ocorre em pacientes com Doença de Graves, que se manifesta com sinais de hipertireoidismo como taquicardia, bócio, perda de peso, intolerância ao calor, tremores e nervosismo.
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