CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Assinale a alternativa correta sobre oftalmopatia tireoideana:
Oftalmopatia de Graves pode ocorrer em pacientes eutireoidianos ou mesmo hipotireoidianos.
A orbitopatia tireoidiana é uma doença autoimune orbitária que, embora associada ao hipertireoidismo, possui curso clínico independente do status hormonal sistêmico.
A oftalmopatia de Graves é a causa mais comum de proptose unilateral ou bilateral em adultos. Sua fisiopatologia baseia-se na inflamação mediada por células T e ativação de fibroblastos orbitários, levando ao acúmulo de glicosaminoglicanos e hipertrofia dos músculos extraoculares. É crucial que o médico residente compreenda que a dissociação clínico-laboratorial é possível. O diagnóstico pode ser desafiador quando os sintomas oculares precedem a disfunção tireoidiana sistêmica. O manejo requer uma abordagem multidisciplinar entre endocrinologistas e oftalmologistas, focando na fase ativa (inflamatória) e na fase sequelar (fibrótica) da doença.
Não. Embora a grande maioria dos casos (cerca de 90%) esteja associada ao hipertireoidismo de Graves, a oftalmopatia pode ocorrer em pacientes eutireoidianos ( Graves eutiroidiano) ou mesmo em pacientes com tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo). A patogênese envolve autoanticorpos contra receptores de TSH que também estão presentes nos fibroblastos orbitários, independentemente dos níveis circulantes de hormônios tireoidianos.
A oftalmopatia tireoidiana acomete predominantemente mulheres, com uma proporção de aproximadamente 5:1 em relação aos homens. O pico de incidência ocorre geralmente entre a 4ª e 6ª décadas de vida. Embora menos frequente em homens, nestes a doença tende a apresentar formas mais graves e progressivas, exigindo monitoramento clínico mais rigoroso.
Não necessariamente. O curso da orbitopatia é frequentemente independente do tratamento sistêmico da tireoide. Embora o eutiroidismo seja desejável para a estabilidade do paciente, o tratamento da glândula (seja com drogas antitireoidianas, iodo radioativo ou cirurgia) não garante a melhora das manifestações oculares, que podem inclusive piorar após a terapia com iodo radioativo se não houver profilaxia com corticoides.
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