CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Sobre a oftalmia simpática, é correto afirmar:
Trauma penetrante + uveíte granulomatosa bilateral → Oftalmia Simpática (pode cursar com vitiligo/disacusia).
A oftalmia simpática é uma uveíte granulomatosa bilateral rara que ocorre após trauma penetrante ou cirurgia ocular, compartilhando características sistêmicas com a síndrome de VKH.
A oftalmia simpática é uma condição autoimune mediada por células T contra antígenos uveais previamente 'sequestrados' que são expostos ao sistema imune após um trauma penetrante ou procedimento cirúrgico em um olho (olho excitador). O olho contralateral (olho simpatizado) desenvolve a inflamação geralmente entre 2 semanas a 3 meses após o insulto. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de trauma e na presença de uveíte granulomatosa bilateral. O tratamento envolve o uso agressivo de corticosteroides sistêmicos e, frequentemente, agentes imunomoduladores para prevenir a perda visual severa. A enucleação do olho traumatizado só é considerada profilática se realizada em até 10-14 dias após o trauma, antes da sensibilização imunológica.
Embora seja primariamente uma doença ocular, a oftalmia simpática pode apresentar manifestações sistêmicas semelhantes à síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH), incluindo vitiligo, polidose (embranquecimento dos cílios ou cabelos), alopecia e distúrbios auditivos como disacusia e zumbido, além de sinais de irritação meníngea na fase aguda.
São pequenos infiltrados amarelados sub-retinianos, localizados entre o epitélio pigmentado da retina (EPR) e a membrana de Bruch. Histologicamente, consistem em aglomerados de células epitelioides, macrófagos e linfócitos. São achados clássicos tanto na oftalmia simpática quanto na síndrome de VKH, indicando uma inflamação granulomatosa.
Na fase aguda da oftalmia simpática, a angiofluoresceinografia revela tipicamente múltiplos pontos de hiperfluorescência por vazamento (leakage) ao nível do epitélio pigmentado da retina, que podem coalescer em fases tardias, sugerindo descolamentos serosos da retina, e não hipofluorescência precoce e tardia como sugerido em erros comuns.
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