Oftalmia Simpática: Manejo Terapêutico e Conduta

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Qual a melhor conduta frente a um paciente, vítima de trauma penetrante ocular direito no passado, com uveíte bilateral em atividade e suspeita de oftalmia simpática?

Alternativas

  1. A) Corticoterapia via oral e tópica.
  2. B) Corticoterapia tópica apenas.
  3. C) Enucleação do olho traumatizado.
  4. D) Evisceração do olho traumatizado.

Pérola Clínica

Oftalmia Simpática = Uveíte bilateral pós-trauma ocular → Corticoterapia sistêmica + tópica agressiva.

Resumo-Chave

A oftalmia simpática é uma uveíte granulomatosa bilateral rara que ocorre após trauma penetrante. O tratamento de escolha é a imunossupressão sistêmica com corticoides para salvar a visão do olho não traumatizado.

Contexto Educacional

A oftalmia simpática é uma das complicações mais temidas do trauma ocular penetrante. Caracteriza-se por uma uveíte difusa, granulomatosa, que afeta tanto o olho traumatizado (excitante) quanto o olho contralateral íntegro (simpatizante). O diagnóstico é clínico, baseado na história de trauma e no exame de lâmpada de fenda que revela precipitados ceráticos 'em gordura de carneiro' e nódulos de Dalen-Fuchs. O manejo agressivo com imunossupressão é vital, pois, sem tratamento, a condição evolui para ptise bulbar e cegueira bilateral. A decisão de enuclear o olho excitante deve ser individualizada, considerando o potencial visual remanescente.

Perguntas Frequentes

O que causa a oftalmia simpática?

É uma reação autoimune mediada por células T contra antígenos oculares (especialmente da úvea) que foram expostos ao sistema linfático após um trauma penetrante ou cirurgia intraocular em um dos olhos, gerando inflamação bilateral.

Qual o papel da enucleação na oftalmia simpática?

A enucleação preventiva do olho traumatizado (dentro de 10-14 dias após o trauma) pode reduzir o risco de desenvolver a doença. No entanto, uma vez que a uveíte bilateral se instalou, a enucleação não é mais recomendada como tratamento primário.

Como é feito o tratamento medicamentoso?

O tratamento baseia-se em altas doses de corticosteroides sistêmicos (orais ou pulsoterapia) associados a corticoides tópicos e midriáticos. Em casos resistentes, utilizam-se agentes imunossupressores poupadores de corticoide, como azatioprina ou ciclosporina.

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