Óculos Esferoprismáticos na Baixa Visão: Indicações e Uso

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

Óculos esferoprismáticos usados em pacientes com baixa visão são indicados para:

Alternativas

  1. A) Diplopia
  2. B) Magnificação para longe
  3. C) Magnificação para perto
  4. D) Magnificação para longe/perto

Pérola Clínica

Óculos esferoprismáticos → Magnificação para perto + alívio da convergência via prismas.

Resumo-Chave

Estes óculos utilizam lentes de alto poder dióptrico para magnificação de perto, associadas a prismas de base nasal para compensar o esforço excessivo de convergência.

Contexto Educacional

A reabilitação de pacientes com visão subnormal utiliza princípios de magnificação da imagem retiniana. Os óculos esferoprismáticos são auxílios ópticos montados em armações convencionais que permitem a visão binocular. A regra prática para a adição do prisma é usar o poder da lente esférica mais 2 (ex: lente de +6.00D leva prisma de 8 dioptrias prismáticas em cada olho). Eles representam uma solução prática e de baixo custo para melhorar a autonomia de pacientes com degeneração macular ou outras patologias que reduzem a acuidade visual central.

Perguntas Frequentes

Qual a função do prisma nos óculos esferoprismáticos?

Como as lentes esferoprismáticas têm alto poder positivo (geralmente acima de +4.00D), o paciente precisa segurar o objeto muito perto dos olhos para que ele fique em foco. Isso exige uma convergência ocular extrema, que é desconfortável ou impossível de manter. Os prismas de base nasal são adicionados para 'trazer a imagem' para fora, reduzindo o esforço muscular de convergência.

Quem são os candidatos ideais para este auxílio?

Pacientes com baixa visão bilateral (visão subnormal) que ainda possuem visão central útil e desejam ler textos impressos. É uma opção estética e binocular, preferida por muitos pacientes em relação às lupas manuais, pois permite manter as mãos livres.

Quais as limitações dos óculos esferoprismáticos?

A principal limitação é a distância de trabalho muito curta (foco próximo ao rosto) e a profundidade de campo reduzida. Além disso, exigem boa iluminação e um período de adaptação para que o paciente aprenda a posicionar o material de leitura corretamente no ponto focal da lente.

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