CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Em relação aos óculos esferoprismáticos, assinale a alternativa correta:
Óculos esferoprismáticos utilizam prismas de base nasal para aliviar o excesso de convergência em altas adições.
Em pacientes com baixa visão que necessitam de lentes de alta potência para perto, a convergência exigida é exaustiva; os prismas base nasal deslocam a imagem para 'dentro', reduzindo o esforço muscular.
A reabilitação visual em pacientes com visão subnormal exige o uso de auxílios ópticos que maximizam o resto visual. Os óculos esferoprismáticos representam uma solução elegante para manter a binocularidade e o campo visual amplo durante a leitura. O entendimento da óptica geométrica e da fisiologia da convergência é fundamental para que o oftalmologista prescreva o auxílio correto, melhorando a autonomia do paciente.
Quando um paciente utiliza lentes de alta adição (geralmente acima de +4.00 D ou +6.00 D) para leitura, o ponto focal fica muito próximo aos olhos. Isso exige uma convergência ocular extrema para manter a binocularidade, o que causa astenopia rápida e desconforto. O prisma de base nasal desvia os raios luminosos em direção à base (nasal), fazendo com que a imagem pareça estar mais distante da linha média. Isso permite que os olhos mantenham uma posição mais relaxada (menos convergida) enquanto focam o objeto próximo.
Os óculos esferoprismáticos são geralmente úteis para manter a binocularidade em adições que variam de +4.00 D até cerca de +10.00 D ou +12.00 D. Embora teoricamente possam ser usados em poderes maiores, a aberração cromática e as distorções periféricas tornam-se limitantes. A regra prática para o cálculo do prisma é usar a dioptria da lente mais 2 (ex: lente de +8.00 D usaria 10 dioptrias prismáticas de base nasal em cada olho).
O candidato típico é o paciente com baixa visão moderada em ambos os olhos (binocular) que ainda possui potencial para leitura, mas não consegue sustentar o esforço de convergência com lupas manuais ou óculos de leitura comuns de alta potência. É essencial que o paciente tenha acuidade visual relativamente equilibrada entre os dois olhos; se houver uma diferença muito grande (baixa visão profunda em um olho), a visão monocular com uma lupa ou lente de alta potência sem prismas costuma ser preferível.
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