CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Neste exame de OCT (tomografia de coerência óptica), pode-se afirmar que:
OCT com ausência de elipsoide e EPR → Perda das camadas externas da retina.
A perda das camadas externas no OCT (fotorreceptores e EPR) é um sinal de atrofia retiniana grave, comum em estágios avançados de degenerações maculares.
A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) revolucionou a oftalmologia ao permitir cortes histológicos 'in vivo' da retina. O entendimento das camadas retinianas é essencial para qualquer residente de oftalmologia. As camadas internas (fibras nervosas, células ganglionares) são frequentemente afetadas no glaucoma, enquanto as camadas externas (fotorreceptores e EPR) são o foco principal nas doenças maculares e degenerativas. A identificação de perda das camadas externas é um marcador de prognóstico visual reservado. Em exames de OCT, a análise deve ser sistemática: avaliar o perfil foveal, a presença de espaços císticos (edema), depósitos sub-retinianos (drusas) e a continuidade das bandas externas. A atrofia dessas camadas resulta em escotomas definitivos no campo visual do paciente.
No OCT de alta resolução, as camadas externas da retina incluem a membrana limitante externa, a zona elipsoide (que representa os segmentos internos/externos dos fotorreceptores), a zona de interdigitação e o complexo epitélio pigmentado da retina (EPR) / membrana de Bruch. A integridade dessas camadas, especialmente da zona elipsoide, está diretamente correlacionada com a acuidade visual do paciente. A perda ou desorganização dessas linhas indica dano estrutural aos fotorreceptores, que pode ser irreversível dependendo da patologia subjacente.
A perda das camadas externas no OCT sugere um processo de atrofia ou degeneração. Isso é comumente visto na Atrofia Geográfica (forma seca avançada da DMRI), em distrofias retinianas hereditárias ou como sequela de processos inflamatórios/isquêmicos. Quando o EPR e os fotorreceptores desaparecem, observa-se frequentemente um fenômeno de 'hipertransmissão' do sinal do OCT para a coroide, pois o tecido retiniano que normalmente bloquearia ou atenuaria a luz não está mais presente, tornando a coroide subjacente mais visível na imagem.
O OCT é o padrão-ouro para o diagnóstico e estadiamento do buraco de mácula. Ele permite visualizar a solução de continuidade em todas as camadas da retina neurossensorial na região foveal. Além de confirmar o diagnóstico, o OCT ajuda a diferenciar buracos totais de buracos lamelares ou pseudoburacos maculares, e fornece medidas importantes, como o diâmetro do buraco, que têm valor prognóstico para o sucesso da cirurgia de vitrectomia e fechamento da lesão.
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