CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020
Entre as alternativas abaixo, assinale a condição que melhor justificaria o padrão encontrado na análise da camada de células ganglionares ao exame de tomografia de coerência óptica macular, a seguir.
Perda de células ganglionares respeitando o meridiano vertical → Lesão Quiasmática (Hipófise).
O mapa de células ganglionares (GCL) no OCT macular pode detectar danos compressivos no quiasma antes mesmo da atrofia visível do disco óptico.
A análise da camada de células ganglionares e plexiforme interna (GCIPL) por meio da Tomografia de Coerência Óptica (OCT) tornou-se uma ferramenta indispensável na neuro-oftalmologia moderna. Em casos de macroadenoma de hipófise, a compressão crônica das fibras nervosas no quiasma óptico leva à degeneração retrógrada dos corpos celulares das células ganglionares localizados na retina. O padrão clássico observado é o respeito ao meridiano vertical, onde há um adelgaçamento significativo da GCL na metade nasal da mácula (em relação à fóvea). Como as fibras da retina nasal cruzam para o lado oposto no quiasma, sua lesão resulta em defeitos de campo temporal (hemianopsia bitemporal). O OCT pode identificar essa perda estrutural mesmo em fases subclínicas, sendo crucial para o monitoramento de pacientes com tumores selares.
O macroadenoma de hipófise comprime as fibras decussantes no quiasma óptico, que se originam da retina nasal (responsável pelo campo visual temporal). No OCT macular, isso se traduz em uma perda da camada de células ganglionares (GCL) que respeita rigorosamente o meridiano vertical, tipicamente apresentando um padrão de perda binasal no mapa de espessura (que corresponde à hemianopsia bitemporal no campo visual).
Diferente da camada de fibras nervosas peripapilar (RNFL), que pode sofrer artefatos por edema de disco ou variações anatômicas, a análise das células ganglionares na mácula é muito sensível para detectar perda axonal precoce. Em lesões quiasmáticas e retroquiasmáticas, o padrão de perda das células ganglionares reflete a organização retinotópica das fibras, auxiliando na localização da lesão na via visual.
A atrofia em banda é um padrão de palidez do disco óptico que ocorre em lesões quiasmáticas. Ela resulta da perda de fibras que entram nos setores nasal e temporal do disco (fibras da retina nasal que cruzam no quiasma). No OCT, isso se correlaciona com a perda de células ganglionares no lado nasal da mácula de ambos os olhos.
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