Indicações de Laser na OVCR: Critérios do Estudo CVOS

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007

Enunciado

É indicação de fotocoagulação a laser nas oclusões venosas da retina segundo o CVOS (estudo das oclusões venosas centrais):

Alternativas

  1. A) Fotocoagulação profilática em todos os casos de oclusão de veia central isquêmica
  2. B) Oclusão de veia central associada ao edema macular
  3. C) Oclusão de veia central isquêmica com neovascularização de ângulo
  4. D) Presença de hemorragias nos quatro quadrantes com tortuosidade venosa

Pérola Clínica

OVCR isquêmica → Fotocoagulação indicada apenas se houver neovascularização (íris ou ângulo).

Resumo-Chave

O estudo CVOS estabeleceu que a fotocoagulação pan-retiniana profilática não é recomendada; o tratamento deve ser iniciado apenas na presença de neovasos comprovados.

Contexto Educacional

A oclusão da veia central da retina (OVCR) é uma das principais causas de perda visual vascular. O estudo CVOS foi um marco na oftalmologia, definindo que a fotocoagulação não deve ser feita de forma preventiva apenas pela isquemia, mas sim como resposta à neovascularização ativa. Isso evita tratamentos desnecessários que reduzem o campo visual periférico sem benefício comprovado na prevenção do glaucoma neovascular em todos os pacientes. Na prática moderna, o manejo da OVCR integra os achados do CVOS com o uso de injeções intravítreas. No entanto, para provas de residência e títulos de especialista, o conhecimento dos critérios clássicos do CVOS permanece essencial, especialmente a indicação de laser para neovascularização de ângulo ou íris (rubeosis iridis).

Perguntas Frequentes

O que o estudo CVOS concluiu sobre a fotocoagulação profilática?

O Central Vein Occlusion Study (CVOS) demonstrou que a fotocoagulação pan-retiniana (PRP) profilática não previne de forma eficaz o desenvolvimento de neovascularização de íris ou ângulo em olhos com oclusão de veia central da retina (OVCR) isquêmica. Portanto, a recomendação atual é aguardar o surgimento de pelo menos dois clock-hours de neovascularização de íris ou qualquer neovascularização de ângulo para iniciar o tratamento com laser, mantendo um acompanhamento rigoroso com gonioscopia.

Qual a conduta para edema macular na OVCR segundo o CVOS?

O estudo CVOS avaliou a fotocoagulação em grade (grid laser) para edema macular em casos de OVCR. Embora tenha havido uma redução angiográfica do edema, não houve melhora significativa na acuidade visual final dos pacientes. Atualmente, o tratamento do edema macular secundário à OVCR mudou drasticamente com o advento das terapias anti-VEGF e corticoides intravítreos, que apresentam resultados superiores ao laser.

Como definir uma OVCR como isquêmica?

Clinicamente, a OVCR isquêmica é caracterizada por uma acuidade visual geralmente pior que 20/200, presença de defeito pupilar aferente relativo e, fundamentalmente, pela angiografia fluoresceínica mostrando áreas de não-perfusão capilar superiores a 10 diâmetros de disco. O risco de glaucoma neovascular é significativamente maior no grupo isquêmico, exigindo vigilância mensal nos primeiros meses após o evento oclusivo.

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