Oclusão Venosa da Retina: Diagnóstico e Conduta em Diabéticos

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 65 anos, diabética, com súbita baixa de acuidade visual no olho direito há 30 dias:

Alternativas

  1. A) O diabetes melito é o principal fator de risco
  2. B) A baixa acuidade visual é o principal fator de mau prognóstico
  3. C) A panfotocoagulação deve ser instituída imediatamente para evitar neovascularização do segmento anterior
  4. D) A fotocoagulação em grade da mácula é uma opção para tratar o edema de mácula

Pérola Clínica

BAV súbita em idoso diabético → Pensar em Oclusão Venosa ou Hemorragia Vítrea.

Resumo-Chave

A oclusão venosa da retina é a segunda causa mais comum de perda visual vascular, frequentemente associada a diabetes e hipertensão.

Contexto Educacional

O quadro de baixa acuidade visual súbita e indolor em um paciente de 65 anos com diabetes sugere fortemente um evento vascular retiniano. A oclusão da veia central da retina (OVCR) apresenta-se classicamente com o fundo de olho em 'sangue e trovão' (hemorragias em todos os quadrantes, veias tortuosas e dilatadas, edema de papila). O prognóstico visual depende da acuidade visual inicial e da presença de isquemia. O manejo moderno foca no controle das complicações exsudativas (edema macular) com anti-VEGF e na vigilância rigorosa para o desenvolvimento de glaucoma neovascular, uma complicação temida que ocorre tipicamente nos primeiros 90 dias (glaucoma dos 100 dias).

Perguntas Frequentes

Qual o principal fator de risco para oclusão venosa da retina?

Embora o diabetes melito seja um fator de risco significativo devido à alteração da viscosidade sanguínea e dano endotelial, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é considerada o principal fator de risco modificável para oclusões venosas retinianas. Outros fatores incluem idade avançada, glaucoma de ângulo aberto e estados de hipercoagulabilidade.

Quando está indicada a panfotocoagulação na oclusão venosa?

A panfotocoagulação (PRP) não deve ser feita de forma profilática em todos os casos. Ela está indicada quando há evidência de neovascularização do segmento anterior (rubeosis iridis), neovascularização do ângulo ou neovascularização da retina/disco óptico, geralmente em formas isquêmicas da oclusão (definidas por áreas de não-perfusão capilar > 10 diâmetros de disco na angiografia).

Como tratar o edema macular secundário à oclusão venosa?

Atualmente, o tratamento de primeira linha para o edema macular associado a oclusões venosas (tanto da veia central quanto de ramo) são as injeções intravítreas de agentes anti-VEGF (como ranibizumabe ou aflibercepte) ou implantes de corticoide (dexametasona). A fotocoagulação em grade (grid laser) caiu em desuso para veia central, mas ainda pode ser considerada em casos selecionados de oclusão de ramo.

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