Oclusão de Ramo de Veia Central da Retina (ORVCR)

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

A angiografia abaixo é de paciente com, provavelmente, qual diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Oclusão da veia central da retina
  2. B) Oclusão da artéria central da retina
  3. C) Oclusão de ramo de veia central da retina
  4. D) Oclusão de ramo de artéria central da retina

Pérola Clínica

Hemorragias e edema em leque respeitando a distribuição de um ramo venoso = Oclusão de Ramo Venoso.

Resumo-Chave

A oclusão de ramo venoso da retina (ORVCR) é caracterizada por obstrução em um ponto de cruzamento arteriovenoso, resultando em hemorragias e edema localizados no quadrante drenado por aquela veia.

Contexto Educacional

A oclusão de ramo venoso da retina (ORVCR) é a segunda doença vascular retiniana mais comum, atrás apenas da retinopatia diabética. Ocorre tipicamente em pacientes acima de 60 anos com fatores de risco cardiovascular, especialmente hipertensão arterial. A apresentação clínica clássica é a perda súbita de campo visual correspondente ao quadrante afetado (mais comum o temporal superior). A angiografia é essencial para avaliar a extensão da isquemia e a presença de neovascularização, que pode levar a complicações graves como hemorragia vítrea. O prognóstico visual depende principalmente da presença e gravidade do edema macular e do grau de perfusão da rede capilar perifoveal.

Perguntas Frequentes

Quais os principais achados angiográficos na ORVCR?

Na fase inicial da angiofluoresceinografia, observa-se um retardo no enchimento venoso do ramo afetado. Subsequentemente, há extravasamento (leakage) de contraste devido à quebra da barreira hematorretiniana, evidenciando edema macular ou retiniano. Áreas de hipofluorescência por bloqueio (devido a hemorragias) ou por não-perfusão capilar (isquemia) também são comuns, ajudando a classificar a oclusão em isquêmica ou não-isquêmica.

Por que a oclusão ocorre preferencialmente nos cruzamentos arteriovenosos?

Nesses pontos, a artéria e a veia compartilham uma bainha adventícia comum. Em pacientes com hipertensão ou arteriosclerose, a parede arterial rígida comprime a veia, causando turbulência no fluxo sanguíneo, dano endotelial e formação de trombo, levando à oclusão do lúmen venoso.

Qual o manejo principal do edema macular secundário à ORVCR?

O padrão-ouro atual é o uso de agentes anti-VEGF (como ranibizumabe ou aflibercepte) ou implantes de dexametasona intravítreos. O laser de fotocoagulação em grade (grid) pode ser considerado em casos específicos de edema macular não isquêmico após um período de observação, embora tenha sido amplamente substituído pelas injeções intravítreas devido aos melhores resultados visuais destas.

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