CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Qual é considerado o principal fator de risco para oclusão de ramo da veia central da retina entre os relacionados abaixo?
Cruzamento arteriovenoso patológico + Arterioloesclerose → ORVCR.
A arterioloesclerose é o principal fator de risco para a oclusão de ramo venoso, pois a artéria rígida comprime a veia na bainha adventícia comum nos cruzamentos arteriovenosos.
A oclusão de ramo da veia central da retina (ORVCR) é a segunda doença vascular retiniana mais comum, atrás apenas da retinopatia diabética. Ela ocorre tipicamente em pacientes acima dos 60 anos com histórico de doenças cardiovasculares. O local da oclusão é quase invariavelmente um cruzamento arteriovenoso, sendo o ramo temporal superior o mais afetado. O manejo clínico foca no controle dos fatores de risco sistêmicos para prevenir eventos no olho contralateral ou eventos cardiovasculares maiores. O tratamento das complicações oculares evoluiu significativamente com o uso de injeções intravítreas de anti-VEGF ou corticoides para o edema macular, e fotocoagulação a laser para áreas de isquemia e neovascularização.
Nos cruzamentos arteriovenosos da retina, a artéria e a veia compartilham uma bainha adventícia comum. Quando a artéria sofre arterioloesclerose (geralmente devido à hipertensão crônica), ela se torna rígida e comprime a veia subjacente. Essa compressão altera o fluxo sanguíneo de laminar para turbulento, causando dano endotelial e favorecendo a formação de um trombo no local do cruzamento.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é o fator de risco mais importante e frequente. Outros fatores incluem idade avançada, dislipidemia, diabetes mellitus e tabagismo. Condições de hipercoagulabilidade e glaucoma de ângulo aberto também estão associados a um risco aumentado de oclusões venosas retinianas.
As duas complicações que mais reduzem a acuidade visual são o edema macular (causado pelo aumento da permeabilidade vascular) e a neovascularização de retina ou disco óptico (decorrente da isquemia). A neovascularização pode levar a hemorragia vítrea e descolamento de retina tracional.
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