UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
A condição clínica mais frequentemente relacionada à oclusão arterial aguda dos membros é:
Oclusão arterial aguda de membros → principal causa é embolia cardíaca, sendo a fibrilação atrial a mais comum.
A oclusão arterial aguda dos membros é uma emergência vascular que pode levar à perda do membro. A principal causa é a embolia, e a fibrilação atrial é a fonte embólica cardíaca mais frequente, liberando trombos que migram para a circulação periférica.
A oclusão arterial aguda dos membros é uma emergência médica caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em isquemia e risco de perda do membro. É uma condição relativamente comum na prática clínica, com alta morbidade e mortalidade se não tratada prontamente. A compreensão de suas causas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A principal etiologia da oclusão arterial aguda é a embolia, sendo a fibrilação atrial (FA) a fonte cardíaca mais frequente. Na FA, a estase sanguínea atrial promove a formação de trombos que podem se desprender e viajar pela circulação arterial até ocluir um vaso periférico. Outras causas incluem trombose in situ (geralmente em artérias já acometidas por aterosclerose), trauma e dissecção arterial. O diagnóstico é clínico, baseado nos "6 Ps" da isquemia aguda, e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia Doppler ou angiotomografia. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível para evitar danos irreversíveis ao membro. Isso pode envolver trombólise, embolectomia cirúrgica ou revascularização endovascular. A prevenção de recorrências, especialmente em pacientes com FA, é crucial e geralmente envolve anticoagulação oral. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente essa condição e iniciar o manejo adequado.
Os sinais e sintomas clássicos são os "6 Ps": Pain (dor), Pallor (palidez), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia), Pulselessness (ausência de pulso) e Poikilothermia (poiquilotermia ou frialdade).
Na fibrilação atrial, a contração descoordenada dos átrios favorece a estase sanguínea e a formação de trombos, principalmente no apêndice atrial esquerdo. Esses trombos podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica, incluindo os membros.
A conduta inicial inclui analgesia, heparinização sistêmica (se não houver contraindicação) e avaliação vascular urgente para revascularização, que pode ser cirúrgica ou endovascular, dependendo da gravidade e tempo de isquemia.
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