Oclusão Arterial Aguda: Diagnóstico e Manejo Urgente

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 65 anos de idade, procurou atendimento em unidade de saúde com queixa de dor intensa, parestesia e frialdade em pé direito. Relatou diagnóstico prévio de fibrilação atrial e suspensão da medicação prescrita pelo médico cardiologista há 7 dias. Ao exame físico observou-se a presença de palidez apenas em pé direito, além de pulsos pedioso e tibial posterior ausentes em membro inferior direito. Os demais pulsos periféricos dos membros inferiores apresentavam-se amplos e simétricos. Considerando o quadro clínico descrito, qual é o diagnóstico e o tratamento inicial, respectivamente, a para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Trombose Venosa Profunda; tratamento farmacológico via oral com 5 mg de rivaroxabana diariamente.
  2. B) Oclusão arterial aguda; tratamento farmacológico via oral com 81 mg de ácido acetilsalicílico diariamente.
  3. C) Trombose Venosa Profunda; tratamento cirúrgico com embolectomia das veias do membro inferior direito.
  4. D) Oclusão arterial aguda; tratamento cirúrgico com embolectomia das artérias do membro inferior direito.

Pérola Clínica

FA + suspensão anticoagulante + 6 Ps (dor, palidez, parestesia, pulso ausente, poiquilotermia, paralisia) = Oclusão Arterial Aguda → Embolectomia urgente.

Resumo-Chave

A oclusão arterial aguda é uma emergência vascular caracterizada por dor intensa, parestesia, palidez, frialdade e ausência de pulsos distais. Em pacientes com fibrilação atrial e suspensão de anticoagulantes, a causa mais provável é a embolia de origem cardíaca. O tratamento é cirúrgico e urgente, geralmente por embolectomia, para restaurar o fluxo sanguíneo e evitar a perda do membro.

Contexto Educacional

A oclusão arterial aguda é uma emergência vascular grave que exige diagnóstico e tratamento imediatos para evitar a perda do membro e até mesmo a vida do paciente. É caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em isquemia tecidual. As principais causas são embolia (mais comum, especialmente em pacientes com fibrilação atrial ou valvopatias) e trombose in situ de uma artéria previamente estenosada. O quadro clínico é clássico e conhecido como os '6 Ps': dor intensa e súbita, palidez, parestesia, paralisia, ausência de pulsos distais e poiquilotermia (frialdade). A história de fibrilação atrial e a suspensão recente de anticoagulantes são dados cruciais que apontam para uma etiologia embólica. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a ultrassonografia Doppler e a angiografia podem confirmar a oclusão e sua extensão. O tratamento é uma emergência cirúrgica. A heparinização sistêmica deve ser iniciada imediatamente para prevenir a propagação do trombo. O tratamento definitivo é a revascularização, que pode ser realizada por embolectomia cirúrgica (remoção do êmbolo) ou, em casos selecionados, por trombólise farmacológica. O tempo é crítico; quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, maior a chance de salvamento do membro e menor o risco de complicações como a síndrome de reperfusão.

Perguntas Frequentes

Quais são os '6 Ps' da isquemia arterial aguda?

Os '6 Ps' são dor (Pain), palidez (Pallor), parestesia (Paresthesia), paralisia (Paralysis), ausência de pulso (Pulselessness) e poiquilotermia (frialdade). A presença desses sinais indica uma emergência vascular que requer intervenção imediata.

Qual a principal causa de oclusão arterial aguda em pacientes com fibrilação atrial?

Em pacientes com fibrilação atrial, a principal causa de oclusão arterial aguda é a embolia de origem cardíaca. A estase sanguínea no átrio esquerdo fibrilante favorece a formação de trombos, que podem se desprender e ocluir artérias periféricas.

Qual a conduta inicial e o tratamento definitivo para a oclusão arterial aguda?

A conduta inicial inclui analgesia, heparinização sistêmica e elevação mínima do membro. O tratamento definitivo é a revascularização urgente, geralmente por embolectomia cirúrgica ou trombólise, para restaurar o fluxo sanguíneo e salvar o membro.

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