UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Um paciente internado por infarto agudo do miocárdio, apresentando dor súbita, palidez e parestesia em membro inferior direito, tem como provável diagnóstico:
IAM + isquemia aguda de membro → suspeitar de embolia arterial aguda.
Pacientes com IAM recente são de alto risco para formação de trombos intracavitários, que podem se desprender e causar embolia arterial periférica, manifestando-se como isquemia aguda de membro.
A oclusão arterial aguda embólica é uma emergência vascular grave, caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para um membro ou órgão devido a um êmbolo. Sua importância clínica reside na rápida progressão para isquemia e necrose tecidual, exigindo diagnóstico e intervenção imediatos para salvar o membro e a vida do paciente. É uma condição frequentemente encontrada em pacientes com cardiopatias, como infarto agudo do miocárdio (IAM) ou fibrilação atrial. A fisiopatologia envolve a migração de um trombo (geralmente de origem cardíaca, como em IAM com trombo mural ou fibrilação atrial) que se aloja em uma artéria periférica, bloqueando o fluxo. O diagnóstico é clínico, baseado nos '6 Ps' da isquemia aguda: dor, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco cardíacos e início súbito dos sintomas. O tratamento é emergencial e visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível, geralmente por embolectomia cirúrgica ou trombólise. O prognóstico depende diretamente do tempo entre o início dos sintomas e a revascularização. Pontos de atenção incluem a identificação da fonte do êmbolo para prevenção de futuros eventos e o manejo das comorbidades cardíacas subjacentes.
Os sinais clássicos são os '6 Ps': dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia (coldness) e ausência de pulso (pulselessness). A dor súbita é um sintoma chave.
A oclusão embólica geralmente ocorre em artérias previamente sadias, com início súbito e uma fonte emboligênica (ex: coração). A trombótica ocorre em artérias com aterosclerose preexistente, com sintomas que podem ser mais insidiosos.
O IAM pode levar à formação de trombos murais no ventrículo esquerdo devido à discinesia da parede infartada e à estase sanguínea. Esses trombos podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica.
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