HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
É admitido no PA um paciente de 80 anos, cuja queixa principal é dor súbita no pé direito há 6 horas. Ao exame inicial, nota-se palidez importante e ausência de pulsos neste pé. Com relação aos pacientes que apresentam quadro de Oclusão Arterial Aguda de membros (OAA), é correto afirmar que:
OAA: dor súbita, palidez, ausência de pulsos → diagnóstico eminentemente clínico.
A Oclusão Arterial Aguda é uma emergência vascular com diagnóstico primariamente clínico, baseado nos "6 Ps" (Pain, Pallor, Pulselessness, Paresthesia, Paralysis, Poikilothermia). Exames complementares são úteis para planejar o tratamento, mas não para o diagnóstico inicial.
A Oclusão Arterial Aguda (OAA) de membros é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em isquemia. Sua incidência é significativa, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades cardiovasculares, sendo crucial para a preservação do membro e da vida do paciente. A fisiopatologia envolve principalmente embolia (mais comum, frequentemente de origem cardíaca como fibrilação atrial) ou trombose in situ em uma artéria previamente doente. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado nos "6 Ps" (dor, palidez, ausência de pulso, parestesia, paralisia e poiquilotermia). A suspeita deve ser alta em pacientes com dor súbita e sinais de isquemia. O tratamento da OAA é uma emergência e visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível para evitar necrose tecidual. As opções incluem trombólise, embolectomia cirúrgica (ainda amplamente realizada e não obsoleta) ou revascularização. A escolha depende da etiologia, tempo de isquemia e viabilidade do membro.
Os sinais e sintomas clássicos da OAA são conhecidos como os "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), ausência de pulso (pulselessness), parestesia, paralisia e poiquilotermia (coldness).
O diagnóstico é clínico porque a apresentação aguda e os "6 Ps" são geralmente suficientes para a suspeita e início da conduta. A demora na intervenção pode levar à perda do membro, tornando a avaliação clínica rápida crucial.
Os principais fatores de risco incluem fibrilação atrial (fonte de êmbolos), doença aterosclerótica pré-existente, tabagismo, trombofilias e trauma vascular.
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