Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
A Oclusão Arterial Aguda (OAA) é uma emergência médica caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo em uma ou mais artérias, levando à Isquemia Tecidual. Assim, avalie as proposições:I. Os êmbolos são sempre formados a partir de trombos que se originam no coração e se deslocam para outras partes do corpo.II. A Trombose Arterial é frequentemente causada pela ruptura de placas ateroscleróticas, levando à formação de trombos que obstruem o fluxo sanguíneo.III. A OAA é sempre mais exuberante em casos de trombose do que em casos de embolia.Está CORRETO o que se afirma em:
Trombose arterial aguda = frequentemente por ruptura de placa aterosclerótica, obstruindo o fluxo sanguíneo.
A Oclusão Arterial Aguda (OAA) é uma emergência que pode ser causada por embolia ou trombose. A trombose arterial é comumente desencadeada pela ruptura de uma placa aterosclerótica, que expõe o colágeno subendotelial e inicia a cascata de coagulação, formando um trombo que oclui a artéria. Êmbolos podem ter diversas origens, não apenas cardíacas.
A Oclusão Arterial Aguda (OAA) é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para um membro ou órgão, resultando em isquemia tecidual. A rápida identificação e intervenção são cruciais para preservar a viabilidade do membro e evitar complicações graves, como amputação ou morte. A OAA é mais comum em pacientes com doença aterosclerótica pré-existente ou condições que predispõem à formação de trombos, como fibrilação atrial. A fisiopatologia da OAA pode ser dividida principalmente em embolia e trombose. A embolia arterial ocorre quando um trombo (geralmente de origem cardíaca, como na fibrilação atrial) ou outro material embólico se desprende e viaja até ocluir uma artéria periférica. A trombose arterial, por sua vez, é a formação de um trombo in situ, frequentemente precipitada pela ruptura de uma placa aterosclerótica em uma artéria já estenosada, levando à oclusão completa do vaso. A isquemia resultante causa dor, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso (os '6 Ps'). O diagnóstico da OAA é primariamente clínico, baseado nos sintomas e sinais de isquemia aguda. A angiografia por TC é o exame de imagem de escolha para confirmar a oclusão e planejar o tratamento. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível e pode incluir trombólise (farmacológica), embolectomia (cirúrgica) ou revascularização (cirúrgica ou endovascular), dependendo da causa, localização e tempo de isquemia. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo a isquemia prolongada associada a maiores taxas de amputação e mortalidade.
As principais causas de OAA são a embolia arterial (quando um coágulo ou outro material viaja pela corrente sanguínea e obstrui uma artéria) e a trombose arterial (formação de um coágulo no local, geralmente sobre uma placa aterosclerótica pré-existente).
As fontes mais comuns de êmbolos arteriais são o coração (ex: fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdio com trombo mural, próteses valvares), aneurismas (especialmente da aorta), placas ateroscleróticas ulceradas (êmbolos de colesterol) e, menos frequentemente, tumores ou vegetações infecciosas.
A trombose arterial geralmente ocorre em artérias já doentes por aterosclerose. A ruptura de uma placa aterosclerótica expõe o colágeno e outros componentes subendoteliais, ativando a cascata de coagulação e levando à formação de um trombo que oclui o vaso. A embolia, por outro lado, é a migração de um trombo (ou outro material) de um local distante para o vaso, onde ele se aloja e causa a oclusão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo