SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
Homem, 68 anos, apresenta dor súbita e intensa em membro inferior direito. Ao exame, o membro encontra-se pálido, frio, com ausência de pulsos distais. Paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), em uso de enalapril e beta bloqueador para fibrilação atrial. Sobre o caso apresentado, é correto afirmar que:
Dor súbita + palidez + ausência de pulso + FA → Oclusão Arterial Aguda (Embolia) → Anticoagular IMEDIATO.
A oclusão arterial aguda por embolia exige anticoagulação imediata com heparina para prevenir a progressão do trombo e proteger o leito distal enquanto se planeja a revascularização.
A oclusão arterial aguda (OAA) é uma emergência vascular definida pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para uma extremidade. A etiologia embólica, frequentemente associada à fibrilação atrial, caracteriza-se por um quadro clínico dramático e ausência de circulação colateral prévia. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na anamnese e no exame físico (ausência de pulsos e gradiente térmico). O manejo inicial foca na preservação da viabilidade tecidual. A heparinização sistêmica deve ser instituída assim que o diagnóstico clínico for suspeitado, visando estabilizar o quadro e prevenir a formação de novos trombos. A escolha entre embolectomia (cateter de Fogarty), trombólise química ou revascularização cirúrgica depende da viabilidade do membro (Classificação de Rutherford) e do tempo de evolução dos sintomas.
Na oclusão arterial aguda, o tempo é crítico para a viabilidade do membro. A anticoagulação imediata com heparina não fracionada endovenosa impede a propagação do trombo (trombose secundária) nos leitos distais e proximais à obstrução, preservando a microcirculação e facilitando o sucesso da revascularização subsequente, seja ela cirúrgica ou endovascular.
Os sinais clássicos são: Pain (dor), Pallor (palidez), Pulselessness (ausência de pulso), Paresthesia (parestesia), Paralysis (paralisia) e Poikilothermia (gradiente térmico/frio). A presença de parestesia e paralisia indica isquemia avançada com risco iminente de perda do membro (Classificação de Rutherford IIb ou III).
A embolia costuma ter início súbito, sem história prévia de claudicação, em pacientes com fontes emboligênicas (como FA ou aneurismas). A trombose arterial geralmente ocorre sobre uma placa aterosclerótica pré-existente, em pacientes com histórico de doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) e sintomas crônicos que agudizam.
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