HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Frente à uma Oclusão Arterial Aguda de um membro do corpo, os tecidos resistem de forma diferente à isquemia grave. Considerando essa afirmação, marque, abaixo, a alternativa correta.
Oclusão arterial aguda: Nervo (6-8h), Músculo (8-12h), Vaso (até 24h), Pele (24-48h) para lesão irreversível.
A tolerância dos tecidos à isquemia varia significativamente, sendo o nervo periférico e o músculo os mais sensíveis, com lesão irreversível ocorrendo em poucas horas. Vasos e pele são mais resistentes, suportando períodos mais longos de isquemia antes de sofrerem necrose.
A oclusão arterial aguda de um membro é uma emergência vascular que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A gravidade e o prognóstico dependem diretamente do tempo de isquemia e da tolerância individual dos diferentes tecidos à falta de suprimento sanguíneo e oxigênio. A compreensão dessa tolerância é crucial para a tomada de decisão clínica. Os tecidos apresentam uma hierarquia de sensibilidade à isquemia. O nervo periférico é o mais sensível, podendo sofrer lesão irreversível a partir de 6 a 8 horas de isquemia grave, manifestando-se como parestesia, paralisia e perda de sensibilidade. O músculo esquelético, embora também sensível, resiste um pouco mais, com lesão irreversível geralmente ocorrendo entre 8 e 12 horas, levando a rabdomiólise e necrose. Os vasos sanguíneos, por sua vez, podem resistir por até 24 horas de isquemia grave antes de sofrerem danos irreversíveis que comprometam sua função. A pele é o tecido mais resistente, podendo apresentar lesão necrótica apenas a partir de 24 a 48 horas de isquemia grave, devido à sua menor demanda metabólica e à presença de circulação colateral superficial. A revascularização urgente é a pedra angular do tratamento para salvar o membro e preservar a função.
O nervo periférico é o tecido mais sensível, podendo apresentar lesão irreversível a partir de 6 a 8 horas de isquemia grave.
O músculo tem uma demanda metabólica alta, mas um pouco menor que o nervo, e sua estrutura permite alguma resistência. A pele, com menor atividade metabólica e maior capacidade de circulação colateral superficial, é mais resistente.
Conhecer esses tempos é fundamental para determinar a urgência da revascularização, avaliar a viabilidade do membro e prever o prognóstico funcional e a necessidade de amputação.
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