Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Homem, 64 anos de idade, tabagista e hipertenso, refere que há alguns meses apresenta dor em panturrilha direita, o que dificulta sua caminhada. Encontra-se no pronto socorro, com queixa há 1 dia, de dor em membro inferior direito, de forte intensidade, associada a parestesia, palidez e esfriamento. Ao exame físico: membro inferior direito pálido e com gradiente de temperatura, em relação do membro contralateral. O pulso femoral direito está presente, porém os demais pulsos estão ausentes neste membro. Trata-se de:
Dor aguda, palidez, parestesia, esfriamento, ausência de pulsos distais = Oclusão Arterial Aguda → Emergência!
A apresentação súbita de dor intensa, palidez, parestesia e esfriamento em um membro, com ausência de pulsos distais, é um quadro clássico de oclusão arterial aguda. Esta é uma emergência vascular que exige intervenção imediata para salvar o membro.
A oclusão arterial aguda (OAA) é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro, resultando em isquemia. Pode ser causada por embolia (mais comum, geralmente de origem cardíaca) ou trombose (em artérias previamente doentes, como na doença arterial periférica). Os sinais e sintomas clássicos da OAA são conhecidos como os "5 Ps": Pain (dor súbita e intensa), Pallor (palidez do membro), Paresthesia (alteração da sensibilidade), Pulselessness (ausência de pulsos distais) e Poikilothermia (esfriamento do membro). A história de claudicação prévia sugere doença arterial periférica subjacente, tornando o paciente mais suscetível a eventos trombóticos agudos. O diagnóstico é clínico, complementado por exames de imagem como ultrassom Doppler ou angiotomografia. O tratamento é uma emergência e visa restaurar o fluxo sanguíneo rapidamente, geralmente por trombectomia, embolectomia ou revascularização cirúrgica, para evitar a perda do membro e complicações sistêmicas como a síndrome de reperfusão.
Os sinais clássicos da oclusão arterial aguda são dor (Pain), palidez (Pallor), parestesia (Paresthesia), ausência de pulso (Pulselessness) e poiquilotermia (Poikilothermia, ou esfriamento do membro). Em casos avançados, pode haver paralisia.
O diagnóstico e tratamento rápidos são cruciais para preservar a viabilidade do membro, pois a isquemia prolongada pode levar a necrose tecidual, perda do membro e até risco de vida devido a complicações sistêmicas.
A oclusão arterial aguda cursa com palidez, esfriamento e ausência de pulsos arteriais distais, enquanto a trombose venosa profunda geralmente apresenta edema, cianose, calor e pulsos arteriais presentes, embora possa haver dor.
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