Oclusão Arterial Aguda: Diagnóstico e Manejo de Emergência

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 62 anos de idade, portadora de fibrilação atrial crônica em uso de rivaroxabana, é admitida no PS com dor súbita em membro inferior esquerdo, de forte intensidade, acompanhada de palidez e cianose local, há 2 horas. Exame físico: palidez e cianose discreta em perna esquerda, com ausência de pulsos poplíteo, tibial anterior e pedioso esquerdos; pulsos em membro inferior direito normais. Qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Plasma fresco congelado.
  2. B) Embolectomia com cateter de Fogarty.
  3. C) Heparinização intravenosa.
  4. D) Trombólise guiada por cateter.

Pérola Clínica

Oclusão arterial aguda em FA + anticoagulação → suspeitar embolia, revascularização de emergência (Fogarty) é prioritária.

Resumo-Chave

Pacientes com fibrilação atrial crônica, mesmo em uso de anticoagulantes, podem desenvolver oclusão arterial aguda por embolia. A apresentação clássica inclui dor súbita, palidez, parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso (os 6 Ps). A embolectomia com cateter de Fogarty é a conduta de escolha para restaurar o fluxo sanguíneo rapidamente e evitar a perda do membro.

Contexto Educacional

A oclusão arterial aguda (OAA) é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial para um membro ou órgão, resultando em isquemia. A causa mais comum é a embolia, frequentemente originada de uma fibrilação atrial (FA) não controlada ou em pacientes com anticoagulação inadequada/subterapêutica. É crucial o reconhecimento rápido para evitar a perda do membro. O diagnóstico é clínico, baseado nos "6 Ps" (pain, pallor, paresthesia, paralysis, poikilothermia, pulselessness). A ausência de pulsos distais é um achado chave. A FA crônica é um fator de risco importante para embolia. Exames complementares como ultrassom Doppler ou angiotomografia podem confirmar, mas não devem atrasar a conduta em casos claros de isquemia grave. O tratamento da OAA é uma emergência cirúrgica. A embolectomia com cateter de Fogarty é o procedimento de escolha para remover o êmbolo e restabelecer o fluxo. A trombólise guiada por cateter pode ser considerada em casos selecionados com isquemia menos grave e sem risco iminente de perda do membro. A heparinizaçao intravenosa é importante como medida adjunta, mas não substitui a revascularização em casos de isquemia grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da oclusão arterial aguda?

Os sinais clássicos são os "6 Ps": dor (pain), palidez (pallor), parestesia, paralisia, poiquilotermia e ausência de pulso (pulselessness).

Por que a embolectomia com cateter de Fogarty é a conduta mais adequada neste caso?

A embolectomia com cateter de Fogarty é o tratamento de escolha para oclusões arteriais agudas embólicas, pois permite a remoção rápida do êmbolo e a restauração do fluxo sanguíneo, crucial para a viabilidade do membro.

Qual o papel da anticoagulação prévia na conduta da oclusão arterial aguda?

A anticoagulação prévia, como com rivaroxabana, não exclui a possibilidade de embolia e não altera a necessidade de revascularização de emergência. A anticoagulação terapêutica deve ser reiniciada após o procedimento.

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