Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
Sobre as oclusões arteriais agudas, assinale a incorreta.
Endocardite bacteriana é causa importante de embolia arterial, especialmente quando acomete câmaras esquerdas, com vegetações que podem se fragmentar.
A alternativa D está incorreta porque a endocardite bacteriana, especialmente quando afeta as valvas do lado esquerdo do coração (mitral e aórtica), é uma causa significativa de embolia arterial sistêmica. As vegetações infectadas podem se fragmentar e viajar para a circulação arterial, causando oclusões.
A oclusão arterial aguda é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para um membro ou órgão, resultando em isquemia e potencial necrose. As principais causas são a embolia e a trombose in situ. A embolia arterial, responsável pela maioria dos casos, geralmente tem origem cardíaca, sendo a fibrilação atrial a causa mais comum, seguida por infarto agudo do miocárdio com trombo mural e valvopatias. A endocardite bacteriana, embora menos frequente que a fibrilação atrial, é uma causa importante de embolia arterial, especialmente quando afeta as valvas do lado esquerdo do coração (mitral e aórtica). As vegetações formadas nas valvas podem se desprender e viajar pela circulação sistêmica, causando oclusões em artérias periféricas, cerebrais ou viscerais. Além da isquemia, esses êmbolos são sépticos e podem levar à formação de abscessos à distância. O diagnóstico e tratamento rápidos são cruciais para preservar o membro ou órgão afetado e evitar complicações graves. O residente deve estar apto a identificar os sinais e sintomas de oclusão arterial aguda e a investigar suas possíveis causas, incluindo as cardíacas, para um manejo adequado e prevenção de recorrências. A compreensão da fisiopatologia das fontes embólicas é fundamental para a prática clínica.
As principais causas de embolia arterial aguda são de origem cardíaca, como fibrilação atrial, infarto agudo do miocárdio com trombo mural, valvopatias (especialmente estenose mitral reumática) e endocardite bacteriana, além de aneurismas e placas ateroscleróticas.
Na fibrilação atrial, a contração descoordenada dos átrios leva à estase sanguínea, principalmente no apêndice atrial esquerdo, favorecendo a formação de trombos que podem se desprender e causar embolia sistêmica.
A endocardite bacteriana, especialmente a que afeta as valvas do coração esquerdo, forma vegetações compostas por plaquetas, fibrina e microrganismos. Essas vegetações são friáveis e podem se fragmentar, liberando êmbolos sépticos que viajam para a circulação arterial, causando oclusões e infecções metastáticas.
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